Delações e processos acabam com chance de reeleição de políticos

Assembleia e Câmara Federal passaram por renovação de mais de 50% no pleito de outubro deste ano Alair Ribeiro/MidiaNews Os deputados Mauro ...

Assembleia e Câmara Federal passaram por renovação de mais de 50% no pleito de outubro deste ano

Alair Ribeiro/MidiaNews

Os deputados Mauro Savi, Gilmar Fabris e Wagner Ramos: Sem reeleição

DOUGLAS TRIELLI/MIDIANEWS

Uma série de políticos citados em delação e envolvidos em processos ligados a corrupção não conseguiu se reeleger no pleito deste ano.

Na Assembleia Legislativa, a renovação foi de 58%. Já na bancada de Mato Grosso na Câmara Federal, somente o deputado Carlos Bezerra (MDB) foi reeleito.

No Legislativo, por exemplo, o deputado estadual Mauro Savi (DEM), que foi o parlamentar mais votado em 2014, com 55 mil votos, teve votação pífia e não conseguiu manter o mandato. Savi esteve preso entre o dia 9 de maio e 22  de agosto, acusado de integrar um esquema de desvios de recursos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) na ordem de R$ 30 milhões, descoberto pela Operação Bereré.

Já o deputado Oscar Bezerra (PV) obteve pouco mais de 11 mil votos. No pleito anterior, foi eleito com 20.351 votos. O ex-governador Silval Barbosa declarou, em sua delação premiada, que Oscar cobrou propina de R$ 15 milhões para que ele não fosse indiciado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou irregularidades nas obras da Copa do Mundo de 2014.

Alguns deputados filmados por Silval recebendo propina também não foram reeleitos. Entre eles, Ezequiel Fonseca (PP) e Gilmar Fabris (PSD). Fabris também foi condenado pelo Tribunal de Justiça em junho deste ano, por um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa. Foi enquadrado na ficha suja e não conseguiu liberar seus votos.

Já o deputado Romoaldo Junior (MDB), que é citado na delação de Silval Barbosa e foi alvo da Operação Bereré, contou com a sorte para garantir seu retorno ao Legislativo. Ele obteve 18,4 mil votos e ficou como primeira suplente de sua chapa. Entretanto, o governador eleito Mauro Mendes (DEM) decidiu convocar o deputado reeleito Allan Kardec (PDT), da mesma chapa de Romoaldo, para assumir a Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer (Sectel). Assim, o deputado do MDB conseguirá assumir uma vaga na Assembleia.

No Executivo, o governador Pedro Taques (PSDB) se viu alvo, no meio do processo eleitoral, de uma suposta delação do ex-secretário de Educação Permínio Pinto.

Uma matéria publicada pela Folha de São Paulo afirmou que Taques foi acusado por seu ex-secretário de participar de esquema de fraude em contratos para beneficiar empreiteiras em troca de propina para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2014. Até o momento, a delação não foi confirmada. Porém, Taques terminou a eleição em terceiro lugar, com 19% dos votos.

Veja a lista completa:

ROMOALDO JUNIOR - 18467 VOTOS - Citado na delação de Silval Barbosa; alvo da Operação Bereré e de outros processos;

SILVANO AMARAL - 18068 VOTOS - Citado na delação de Silval Barbosa, acusado de cobrar dinheiro para ajudar na aprovação das contas de Governo de 2014;

PEDRO SATÉLITE - 13860 VOTOS - Citado por José Riva entre os deputados que recebiam mensalinho;

ZECA VIANA - 12603 VOTOS - Alvo da Operação Déjà Vu, acusado de usar notas frias para gastos com verbas indenizatórias;

OSCAR BEZERRA - 11827 VOTOS - Citado por Silval Barbosa por suposta cobrança de propina de R$ 15 milhões;

MAURO SAVI - 11683 VOTOS - Alvo da Bereré e acusado de ser beneficiado por esquemas no Detran e de receber mensalinho;

WAGNER RAMOS - 8049 VOTOS - Citado em delação de Silval, foi acusado de pedir R$ 10 milhões para que o ex-gestor não fosse indiciado na CPI das Obras da Copa;

DALTINHO - 7528 VOTOS - Citado em delação de Silval, acusado de ter gravado uma reunião em que parlamentares da gestão passada discutiam como fariam para receber mais “mensalinhos” do Executivo e de ter usado a gravação para se manter no mandato, uma vez que era suplente na época;

GILMAR FABRIS – 22.913 VOTOS - Aparece em vídeo recebendo suposta propina; foi condenado a 6 anos e 8  meses pela prática de peculato;

SATURNINO MASSON - 13434 VOTOS - condenado por improbidade administrativa, referente ao período em que foi prefeito de Tangará da Serra, em razão de um esquema de fraude no pagamento de servidores municipais;

EZEQUIEL FONSECA - 32410 VOTOS - Aparece em vídeo recebendo maços de dinheiro que supostamente seria mensalinho para os deputados estaduais;

VALTENIR PEREIRA - 44135 VOTOS - Acusado por Silval de pedir R$ 6 milhões de propina em obras de pontes.



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Acontece MT: Delações e processos acabam com chance de reeleição de políticos
Delações e processos acabam com chance de reeleição de políticos
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