Prefeito teme que fechamento do comércio deixe população sem dinheiro para se proteger do coronavírus


O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) avaliou que a determinação judicial e impôs a quarentena obrigatória em Cuiabá nos próximos 15 dias, poderá trazer enorme prejuízo na economia do município, citando o aumento no desemprego e a falta de dinheiro para famílias comprarem alimentos e produtos de higiene para combater o coronavírus.

Inconformado com o recurso negado pelo desembargador Rui Ramos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quinta-feira (25), o prefeito, que havia sugerido as mesmas medidas restritivas para todo o Estado, afirmou que a economia de Cuiabá deverá ter um impacto sem precedentes com a determinação.

Porque não se estenda o lockdown para os outros 13 municípios? Porque apenas nós? Propus estender para o Estado todo, porque temos mais 64 que estão com risco alto de propagação. O mais correto não era penalizar apenas Cuiabá e Várzea Grande. A capital vai fechar as portas, terá um impacto sem precedentes da sua economia”, disse o chefe do Executivo antes de anunciar o novo decreto.

“Poderemos ter desemprego. Os trabalhadores poderão não ter dinheiro para comprar alimentos para suas famílias, produtos de higiene pessoal para combater o coronavírus dentro de casa. Existe uma preocupante possibilidade de colapso econômico”, afirmou.

O prefeito ainda declarou que nestas duas semanas em que o novo decreto ficará em vigor, a cidade de Cuiabá continuará tratando e dando atendimento médico as pessoas que vem do interior, mesmo com todas as restrições.

“Enquanto isto, os pacientes do interior vão continuar vindo para Cuiabá, lotando nossas UTIs, mas este é o nosso papel. Não deixarei de ser o paizão e atender com todo sacrifício, invasão de competência de prefeito eleito pelo povo, porque cabe a mim as decisões que deverão ser tomadas”, finalizou.

O novo decreto da Prefeitura de Cuiabá determina que a população só possa circular com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais.

No documento há uma lista extensa de 52 pontos que são considerados atividades essenciais, como: lotéricas, atividades religiosas, supermercados, farmácias, serviços postais, delivery de alimentos, bebidas e medicamentos, construção civil, dentre outros. Todos deverão funcionar com o mesmo horário de antes dos primeiros decretos, para evitar aglomerações, segundo determinação judicial.

POR: OLHAR DIRETO
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