Presidente da Câmara critica lockdown e diz que medida sacrificará pequenos empreendedores


O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB), criticou a determinação da justiça em implantar o regime de lockdown na capital e afirmou que a medida, que ele classificou como ineficiente tanto para saúde como para a economia, irá sacrificar os pequenos empreendedores e a classe trabalhadora.
  
Para o vereador, as restrições impostas pelo lockdown não terão eficácia se a população cuiabana não se conscientizar de que precisa ter mais cuidado com os procedimentos recomendados pelas autoridades da saúde.

Ainda conforme Galvão, se a população não mudar o comportamento em relação aos cuidados com o novo coronavírus, o lockdown determinado pelos próximos 15 dias, não irá funcionar, vindo apenas a sacrificar ainda mais os pequenos empreendedores e trabalhadores.

“A vida é sempre em primeiro lugar. Sou a favor da vida e defendo a vida, mas quero deixar claro que sou contra o lockdown, pois não é a solução para saúde de Cuiabá e muito menos para nossa economia”, disse o parlamentar.

“A Covid-19 se alastra por falta de conscientização das pessoas e a falta de cuidado com os procedimentos de segurança. Se este comportamento e a falta de conscientização continuar, o lockdown vem apenas para judiar dos pequenos empreendedores e principalmente sacrificar os trabalhadores”, afirmou.

O juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, acaba de determinar que as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande atendam ao decreto estadual que recomenda a quarentena coletiva obrigatória, com suspensão total de atividades que não estejam enquadradas nos serviços considerados essenciais. Na prática, embora o decreto do Estado não utilize este termo, a região Metropolitana passará a adotar o chamado "lockdown", que vigorará a partir de 25 de junho (quinta-feira).

Pela decisão, a quarentena coletiva ocorrerá, inicialmente, por 15 dias, mas este período poderá ser prorrogado em caso de reavaliação.  Os municípios devem, ainda, implementar barreiras sanitárias para triagem de entrada e saída de pessoas, permitindo apenas a circulação de quem exerce atividades essenciais e manter apenas os serviços públicos essenciais, exceto salões de beleza e barbearias e academias. As determinações constam no artigo 5º do decreto Estadual nº 522/2020 e devem ser cumpridas a partir do dia 25 de junho.

POR: OLHAR DIRETO
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