Rentabilidade: uso da IATF pode dobrar taxa de prenhez nas fazendas do Pantanal


Com apoio de técnicos do Senar-MT, propriedades que implantaram a inseminação artificial em tempo fixo têm conseguido aumentos expressivos nos índices reprodutivos

Uma vez por mês, quinze propriedades localizadas no Pantanal mato-grossense recebem a visita de técnicos de campo do Senar Mato Grosso. Elas participam do projeto Fazenda Pantaneira Sustentável, fruto de uma parceria entre o Sistema Famato (Senar, Imea e Sindicatos Rurais), Acrimat e Embrapa. Nas visitas, os especialistas avaliam parâmetros sociais, ambientais e econômicos destas propriedades e indicam pontos que podem ser melhorados. Os índices reprodutivos do rebanho, estão entre os principais.
Médico veterinário e técnico de campo do Senar-MT, Vitor Padilha explica que as fazendas pantaneiras possuem elevado potencial de crescimento, tanto econômico quanto produtivo. “A taxa de prenhez média observada nas fazendas do pantanal gira em torno de 43%. O ideal seria 83%, ou seja, praticamente o dobro de prenhez poderia estar sendo colocada nestas vacas. Já a idade ao primeiro parto foi observada com 32 meses, sendo que o ideal seria 28 meses”, comenta.
O intervalo entre partos também deixa a desejar, segundo o técnico. Gira entre 16 e 18 meses em algumas fazendas, o que é considerado alto. O ideal seria um intervalo de 12 meses, garantindo a produção de um bezerro ao ano. Uma das ferramentas que podem ajudar a mudar este cenário é a inseminação artificial em tempo fixo, a IATF. “Ela pode mudar a realidade da reprodução nas fazendas do pantanal. A IATF possibilita a sincronização da ovulação de fêmeas bovinas, capacitando as vacas paridas a estarem aptas à reprodução. Também pode estar sendo utilizada na indução de ciclicidade de novilhas, pode auxiliar na redução do intervalo entre partos, na redução da idade ao primeiro parto e na concentração de animais nascidos, assim como no índice geral da taxa de prenhez, melhorando a eficiência de lucratividade e rentabilidade da propriedade”, detalha Padilha.
Ele reforça que as propriedades pantaneiras que já fazem uso da IATF têm alcançado resultados bastante expressivos, com taxas de prenhez entre 70% e 80%, e com algumas propriedades chegando próximo a 90% de taxa de prenhez após o repasse com os touros. Praticamente o dobro da média observada de taxa de prenhez no Pantanal (43%). Vitor Padilha lembra ainda a importância do planejamento para os pecuaristas pantaneiros que tiverem interesse em implantar a IATF na fazenda. “É importante ter um bom planejamento estratégico, econômico e operacional. Observar as instalações como curral e tronco, para conferir se há necessidade de fazer uma adaptação para que possam ser realizados os procedimentos de toque, protocolo e a inseminação. Também vale salientar que o manejo sanitário é muito importante, a vacinação contra as doenças reprodutivas que influenciam negativamente os resultados das taxas de prenhez da inseminação artificial, assim como o manejo nutricional, tanto de pastagem quanto o de suplementação mineral e o manejo de equipe muito coeso”, conclui.
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