Rui Ramos defende isolamento e diz que falsa impressão de ‘gripezinha’ é perigosa


O desembargador Rui Ramos, membro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) responsável por manter a quarentena obrigatória em Cuiabá em decisão de quinta-feira (25), afirmou que a única medida eficiente contra a disseminação do novo coronavírus é o isolamento social. Ainda segundo o magistrado, a falsa impressão de que tudo não passa de uma “gripezinha” é extremamente perigosa.

“Impende anotar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde e toda a comunidade científica mundial, a prevenção, pelo isolamento social, hoje é a única medida a ser adotada”, explicou Rui Ramos em sua decisão.

Cuiabá foi classificada como de alto risco para a transmissão do coronavírus em função do aumento do número de casos e de óbitos nos últimos dias. Justamente pelo cenário negativo o Juízo de 1º Grau determinou que fosse cumprido o Decreto Estadual nº 522/2020, que no inciso IV do artigo 5º elenca ações a serem adotadas pelo Poder Executivo Municipal. Há previsão, além da quarentena, de implementação de barreiras sanitárias e permissão de circulação somente para quem exerce atividades essenciais.

Segundo o desembargador, é necessário existir um consenso no combate à Covid-19, assim como uma coordenação técnica. A falta de rumo, conforme o desembargador, traz a ideia de que “’está tudo resolvido’, de que não se faz necessário evitar-se aglomerações, reuniões de família, amigos ou de grupos”. Sem o consenso, há a falsa e perigosa impressão de que tudo não passa de uma “gripezinha”.

Ao finalizar a decisão, o magistrado argumentou que “milagre” está exatamente na “disciplina que todos devemos ter para superarmos esse período de pandemia”. Segundo Ramos, não é possível ficar esperando que “alguém terreno ou extraterreno” venha salvar a todos com uma “varinha mágica”.

POR: OLHAR DIRETO
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