Advogado não recorre e aguarda manifestação de empresário para determinação de nova fiança


O advogado Helio Nishiyama, representante dos familiares de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, que morreu com um tiro na cabeça durante a noite de 12 de julho, afirmou que não pretende recorrer sobre decisão do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, aguardando o empresário Marcelo Martins Cestari se manifestar na Justiça sobre o pedido de majoração da fiança, exercendo seu direito à defesa.

O esclarecimento de Nishiyama foi enviado ao Olhar Jurídico após o desembargador Rondon Bassil, plantonista no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), suspender a fiança estipulada em R$ 209 mil contra o pai da jovem que é investigada por matar acidentalmente a amiga no Alphaville, em Cuiabá.

“Não pretendemos fazer nada porque a decisão do TJ apenas suspendeu a fiança até que o juiz ouça o investigado. Após, será reanalisado o valor adequado de fiança”, esclareceu Nishiyama.

Segundo Bassil, não foi oportunizado ao empresário o exercício da ampla defesa. Após pedido de majoração feito por familiares de Isabele Guimarães e manifestação do Ministério Público (MPE), houve decisão e determinação pelo indiciamento sem que Marcelo Martins Cestari fosse ouvido. O correto seria oportunizar prazo de cinco dias para que a defesa se manifestasse.

O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal de Cuiabá,  foi quem majorou fiança e determinou que o empresário fosse indiciado e interrogado levando em conta as penas previstas em casos de homicídio culposo.


 Marcelo Martins Cestari é atirador esportivo e pai da menor acusada de ter efetuado o disparo classificado como acidental que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, durante a noite de 12 de julho, no Condomínio Alphaville 1, em Cuiabá. Ele foi preso após a polícia encontrar em sua casa sete armas, duas delas sem registro. Pagou fiança (antes da majoração) e acabou liberado.

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