Com anemia, cacique Raoni apresenta úlceras e aguarda resultado de exames


O cacique Raoni segue internado em Sinop e, na noite de domingo (19), os médicos finalmente descobriram a origem de seu sangramento. Por meio de uma endoscopia, foram detectadas úlceras. Por enquanto, o sangramento está controlado, mas o líder indígena segue sob cuidados médicos, ele está em um quarto. 

Raoni foi admitido no hospital de Sinop no sábado (18), após apresentar hemorragia digestiva. Ele começou a passar mal na quinta-feira (16), quando foi transferido de sua aldeia, no Território Indígena Capoto/Jarina, para um hospital em Colíder.

Segundo a coordenação do Instituto Raoni, o cacique ficou fraco após a perda de sua companheira. No último dia 24 de junho, sua esposa Bekwika Metuktire, faleceu após um Acidente Vascular Cerebral e em seguida um infarto. 

Da etnia caiapó, Raoni é conhecido internacionalmente por lutar pela preservação da Amazônia e pela causa indígena. No último dia 20 de janeiro, ele e outros indígenas lançaram uma carta em que citam, entre outras coisas, ameaças e falas de ódio promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Raoni Metuktire já foi recebido por autoridades de todo o mundo ao longo de sua militância em defesa dos povos tradicionais e das florestas brasileiras. Ele estava recolhido há alguns anos em sua aldeia, no Xingu, em Mato Grosso, mas voltou à ativa, aos 89 anos diante das queimadas do ano passado e em protesto às políticas ambientais do governo Bolsonaro. 

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