Com voto contra do relator, CPI pede afastamento e cassação de Emanuel Pinheiro

Assessoria - Câmara

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por possível recebimento de propina paga pelo governador Silval Barbosa (Sem partido) quando o gestor ainda era deputado, votou pelo afastamento do prefeito por 180 dias e pela criação de uma comissão processante que pode resultar na cassação do mandato em definitivo. 

A votação foi na manhã desta sexta-feira (10) e o resultado ficou em 2x1, sendo que o único a votar pela derrubada do relatório foi o vereador Toninho de Souza (PSDB), que é da base do prefeito e relator da comissão. 

O presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (DEM), e o vereador Sargento Joelson (PSC) votaram pela aprovação e agora o relatório segue para o plenário. Assim como foi no inquérito do vereador Abílio Brunini (PSC), a votação acontece em uma sessão extraordinária onde todos os 25 parlamentares devem proferir o seu voto a favor ou não do afastamento do prefeito. 

A comissão e a base oposicionista da Casa de Leis Cuiabana comemoraram a decisão, tendo em vista que eles conseguiram o depoimento do ex-governador Silval Barbosa e do chefe de gabinete da época do Palácio Paiaguás, Silvio Correa, que enfatizaram que o dinheiro que Emanuel foi filmado recebendo era ""pagamento de propina". 

A CPI do Paletó contou apenas com o voto contrário do vereador Toninho de Souza, que em sua leitura disse que não era competência da Câmara afastar ou não o prefeito, sendo que o possível crime cometido pelo prefeito foi em âmbito estadual, quando ele era deputado. 

Ainda não foi marcada a data que o processo será julgado em plenário. Por ora, o prefeito Emanuel Pinheiro tem maioria absoluta e a Casa de Leis não teria forças para derrubar o relatório aprovado na Comissão. 

POR: OLHAR DIRETO
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