CUIABÁ E VG: concordam em manter quarentena por mais 7 dias

AconteceMT - Kilila

Decisão foi tomada nesta quinta-feira (09) pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara Estadual da Saúde de Mato Grosso. A quarentena coletiva obrigatória será mantida até o dia 16 de julho

Após audiência de conciliação judicial nesta quinta-feira (09), realizada via videoconferência, o juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Saúde de Mato Grosso, decidiu pela prorrogação do período de quarentena coletiva obrigatória nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande por mais sete dias. A quarentena coletiva obrigatória será mantida até o dia 17 de julho. O prefeito Emanuel Pinheiro cumpre decisão, mas defende autonomia para gerir o município.

“Não sou contra salvar vidas, este inclusive é a missão da minha gestão nesta pandemia. Montamos um Comitê Municipal de Enfrentamento para basear nossas decisões em dados técnicos, em recomendações de organizações mundiais de saúde, no Ministério da Saúde, sou o primeiro a defender a saúde do povo cuiabano e por isso insisto no meu direito de tomar decisões como prefeito eleito. Respeito a decisão do magistrado e vou acatar, mas espero manter o diálogo, sempre cumprindo meu papel como gestor e honrando a confiança do povo de Cuiabá”, pontuou Emanuel Pinheiro.

Por meio do Secretário de Saúde Luiz Antonio Pôssas de Carvalho, Cuiabá propôs a reavaliação conjunta dos indicadores, não apenas da Capital, mas de outras cidades do Estado que tenham alto índice de contaminação de Covid-19. O pedido considera o fato de que Cuiabá está acolhendo mais de 65% de pacientes de outros municípios do Estado, e não seria justo impactar apenas a economia da Capital. Sobretudo, o posicionamento visa minorar os impactos da quarentena ao setor econômico e ao Sistema de Saúde da Capital, que já estão completamente fragilizados pela pandemia.

Na mesma reunião, tanto Cuiabá, quanto Várzea Grande entraram em um consenso e aceitaram a prorrogação da quarentena por mais sete dias, seguindo a mesma linha de pensamento, principalmente por defenderem a necessidade de medidas técnicas conjuntas e também por acreditarem que, neste prazo, será possível sentir os impactos das semanas de quarentena já implantadas e ganhar tempo hábil para habilitação de novos leitos de UTI e novas medidas de biossegurança e contenção do vírus.


Por NAIARA LEONOR/ASSESSORIA

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