Defesa argumenta que conselheiro preso compõe grupo de risco da Covid-19 e pede soltura


A defesa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas (TCE-MT), Waldir Teis, preso no último dia 1º, entrou com pedido de relaxamento de prisão junto ao Superior Tribunal Justiça (STJ) argumentando que Teis é idoso e hipertenso e por isso faz parte do grupo de risco da Covid-19. O conselheiro foi flagrado jogando cheques em uma lixeira enquanto a Polícia Federal cumpria um mandado em seu escritório.

A tentativa do conselheiro foi filmada e fotografada. Só não houve prisão em flagrante por que, como magistrado, o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade prisões quando se tratar de crimes afiançáveis.

A ordem para a prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da Operação Ararath no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e teve como base relatório da Polícia Federal. O fato ocorreu no dia 17 de junho, mas a prisão só foi cumprida no dia 1º de julho.

A defesa havia justificado que Teis destruiu documentos para proteger sua família. Segundo o advogado que patrocina a defesa de Waldir Teis, Diógenes Curado, os documentos manipulados pelo conselheiro não apontavam crimes, mas poderiam citar membros de sua família.

O advogado confirmou ao Olhar Jurídico que entrou com pedido de relaxamento de prisão argumentando que, além dos documentos descartados não se tratarem de provas de crime, Waldir Teis é idoso (66 anos) e hipertenso, sendo assim do grupo de risco da Covid-19.

O dia do crime

Em 17 de junho, cumprindo as medidas cautelares autorizadas pelo STJ, policiais federais e membros do MPF estiveram em 19 endereços ligados aos investigados da Operação Ararath.

 Durante as buscas no escritório do conselheiro do TCE, no Edifício Maruanã, a Polícia Federal flagrou o investigado tentando destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques, jogando-os na lixeira do prédio, depois de descer correndo 16 andares de escada.

 A tentativa do conselheiro foi filmada e fotografada. Ele foi denunciado na terça-feira (30) pela conduta que levou à prisão preventiva.

POR: OLHAR DIRETO
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