Deputado sugere que AL pague pesquisa para saber real tamanho da pandemia em MT


Para saber a real situação da pandemia em Mato Grosso, o médico sanitarista e deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a necessidade de uma pesquisa própria feita sob encomenda da Assembleia Legislativa. A análise feita por amostragem é chamada de inquérito de soroprevalência e verifica o percentual da população que tem ou já teve a doença.

A proposta do deputado, destacada em plenário, é que a pesquisa seja feita pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e custeada pela Assembleia Legislativa.

“O inquérito de soroprevalência nos permite ter a estimativa do número real de infectados, para projetar a taxa de contágio e a evolução da curva da epidemia. Poderemos saber também qual a parcela da população que já teve a covid-19 e agora está imunizada. A pesquisa é necessária porque os números oficiais são apenas a ponta do iceberg. O número real de casos da doença pode ser dez vezes maior”, explicou Lúdio.

A Comissão de Saúde aprovou a proposição e apresentou um requerimento para que a Assembleia Legislativa pague os custos da realização da pesquisa. Lúdio já havia recomendado a realização do inquérito em carta aberta ao governador e autoridades do estado, há cerca de três semanas.

“Além dos estudos que tenho feito semanalmente, como médico sanitarista, sobre a evolução da curva epidêmica da pandemia, também tenho feito atendimento médico pelo WhatsApp e é impressionante o número de pessoas com sintomas de covid que não fazem testes. E algumas fazem o teste rápido no momento inadequado. Por isso, é muito importante termos uma estimativa mais real do número de infectados”, disse Lúdio.

O inquérito de soroprevalência é feito com aplicação de testes sorológicos que detectam a presença de anticorpos de infecção ativa e anticorpos de imunidade em amostras da população. Lúdio observou, porém, que os testes precisam ser de alta sensibilidade para dar resultados mais precisos. Além disso, as rodadas de testes precisam ser feitas a cada duas semanas, para haver um acompanhamento da evolução da pandemia no estado.


“O resultado desse inquérito é muito relevante, pois nos permite enxergar o cenário real da pandemia. Se conseguirmos realizar o inquérito de soroprevalência em Mato Grosso, conseguiremos saber com antecedência quando a epidemia atingirá o pico e começará a descida. Com isso, as medidas de combate à covid podem ser tomadas com base em projeções mais precisas”, afirmou Lúdio.

POR: OLHAR DIRETO
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