Emanuel afirma que medida imposta pela Justiça "tem pouco de quarentena coletiva"


O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), voltou a criticar decisão judicial que impôs o fechamento do comércio não essencial e a quarentena coletiva obrigatória na capital mato-grossense e também em Várzea Grande. Rapidamente, o gestor deu a entender que as medidas não são efetivas.

"Sobre a decisão judicial de quarentena obrigatória, que na verdade tem pouco de quarentena obrigatória, falarei mais na segunda-feira", disse o prefeito em live realizada nesta sexta-feira (17), em que anunciou a entrega de mais 20 leitos de UTI exclusivos da Covid-19.

Uma entrevista coletiva deverá ser marcada na segunda-feira para tratar sobre o assunto. Na mesma live, o prefeito pontuou todo o trabalho feito por sua equipe desde o começo, o que resultou em um tempo para que a cidade pudesse se preparar, evitando o colpaso total da Saúde. "Tudo foi tomado com base em estudos técnicos, especialistas e com o que rege a Organização Mundial da Saúde (OMS)".

O juiz da Vara Estadual da Saúde de Mato Grosso, José Luiz Leite Lindote, prorrogou por mais sete dias a quarentena obrigatória nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. A decisão foi estabelecida nesta quinta-feira (16). Ao fim da atual determinação, que passa a valer imediatamente, uma nova extensão das medidas pode ser deflagrada caso os números da pandemia sigam avançando na região metropolitana.

A decisão, de acordo com o magistrado, foi baseada nos dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), que aponta em seu boletim informativo a permanência dos dois municípios no topo da lista de cidades com maior número de casos e de mortes por Covid-19 em todo o Estado.

O juiz afirmou que o que motivou a prorrogação da quarentena obrigatória foi a "omissão das autoridades públicas competentes" diante do grave cenário da saúde neste período de pandemia da Covid-19. Ele disse que o número de pessoas que necessitam de UTI é maior do que o número de vagas na rede pública e na particular. As prefeituras negaram omissão e citaram que boa parte dos leitos está ocupado por pacientes de outras cidades de Mato Grosso.

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