FALSA QUARENTENA: Emanuel Pinheiro: decisão só sacrificou comércio e shoppings

O prefeito Emanuel Pinheiro comentou que a cidade está vivendo um 'quase normal'

Prefeito destaca que ao liberar 57 atividades essenciais, sem controle de horário, situação ficou muito mais complicada em Cuiabá e difícil para a fiscalização

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), reiterou críticas à decisão judicial que determinou a quarentena obrigatória, mantendo apenas os serviços essenciais em funcionamento, na região metropolitana. Em coletiva virtual nesta segunda-feira (20), disse que faltou diálogo e que a decisão atropelou o trabalho técnico desenvolvido pelo comitê de enfrentamento ao coronavírus da prefeitura.

Além disso, comentou que a cidade está funcionando quase normalmente, mesmo com as regras de isolamento, e que apenas dois setores foram sacrificados com a decisão: comércio e shopping center.

"Com essa decisão, sem nenhum fundamento técnico, nós estamos vendo a cidade funcionar quase normalmente. Eu ainda antecipei o toque de recolher para 20h que ajudou muito porque a noite cuiabana é muito intensa, muito agitada, por isso, nesse momento de lazer também propicia a propagação do vírus. Então, antecipamos o toque de recolher, mas essa medida sem nenhum viés técnico acabou com que a cidade funcionasse quase normalmente dobrando ou triplicando o trabalho e ação da prefeitura para segurar a propagação do vírus", destacou.

Ele destacou que o juiz da Vara Estadual da Saúde de Mato Grosso, José Luiz Lindote, estabeleceu o funcionamento de 57 serviços essenciais, listados no decreto federal assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, sem determinar horário. Segundo o prefeito, a decisão tem dificultado o trabalho da fiscalização.

"Isso nos deixa em uma situação altamente preocupante porque colocaram o horário que queriam e é impossível fiscalizar onde está havendo uma exploração maior, porque ela começou a pipocar por vários bairros, por várias regiões da cidade, e é isso que estou tentando mostrar às autoridades. Perde-se o controle", destacou.

"A decisão responsabilizou dois setores da nossa economia: o comércio e shoppings centers que geram emprego e geram renda e movimenta nossa economia e que eu já vinha dentro do trabalho do nosso comitê traçando todo um funcionamento gradativo que nós chamamos de plano estratégico de retomada lenta, gradual e segura das atividades econômicas", acrescentou.

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