Gilmar e a lógica do coice no burro


Gilmar Mendes teria associado as Forças Armadas a “genocídio”, no caso da pandemia, porque Jair Bolsonaro vive repetindo que o STF amarrou as suas mãos ao decidir que governadores e prefeitos tinham autonomia para adotar medidas restritivas contra a propagação da Covid-19.

Ou seja, a lógica é: se um burro lhe dá um coice, você dá um coice no burro e em todos os burros ao redor.

A explicação para a atitude de Gilmar é muito convincente, sim, mas apenas para a atual falta de senso de medida em todos os poderes da República.

Criticar a falta de um ministro de Saúde na atual situação e mesmo o excesso de militares na pasta não deveria passar pela associação de Exército, Marinha e Aeronáutica a atos genocidas. Inclusive porque comandantes das Forças Armadas já mostraram, em mais de uma ocasião, que não concordam com a política — ou a falta dela — do governo em relação à pandemia.

Coice em “perna quebrada” ainda é coice.

POR: O ANTAGONISTA
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