MAURO TEM RAZÃO? Polícia humilha, algema e agride trabalhador em VG; veja vídeo

Empresário resiste à prisão e diz que não é bandido.




A ação violenta da Polícia Civil fora flagrada e registrada por populares que viram o empresário no chão sendo algemado pela PJC nessa quinta-feira (23), em Várzea Grande.

O proprietário, 40 anos, de uma distribuidora de gás de cozinha foi humilhado e algemado em ação violenta da Polícia Civil, ao tentar impedir aa fiscalização da Delegacia Especializada do Consumidor (Decon), na quinta-feira (23) , em Várzea Grande.

O caso remete à declaração do governador Mauro Mendes (DEM) que foi criticada pelas polícias, pois o chefe do Executivo comparou a ação do Ministério Público à da polícia, que "prieiro atira e depois pergunta".

As informações são de que havia denúncia de que o comércio funcionava de forma irregular.

Ele resistiu à prisão e foi jogado no chão e imobilizado.

A ação teve apoio de uma guarnição do Corpo de Bombeiros.

As cenas foram gravadas por testemunhas que flagraram a situação na rua, onde dentro do camburão ele dizia que não seria algemado e que não era bandido. No entanto foi forçado, jogado no chão e imobilizado à força, enquanto tentava resistir até o fim alegando que não era bandido.

As testemunhas pediam para que a vítima deixasse ser algemado e repetiam que a ação estava sendo filmada, sendo flagrada a ‘ação violenta’.

Declaração de Mendes:

"O MPE tem que agir com seriedade, como tenho certeza que é sério. Se tem dúvida, vai lá, pergunta ao gestor, pede esclarecimento antes de fazer aquelas coisas espetaculosas como algumas vezes já vimos por aí acontecendo. Como se fosse a polícia [da Gestapo]: atira primeiro e pergunta depois”.

A declaração é do governador Mauro Mendes e foi dada durante uma entrevista na manhã de quarta-feira (22) ao Jornal da Capital 1ª edição, na Capital FM. 

A crítica ao Ministério Público do Estado é principalmente em relação às ações do período de pandemia da covid-19.

Outro lado 

NOTA POLÍCIA CIVIL

"A Polícia Civil esclarece que o vídeo que está circulando nas redes sociais em que uma pessoa aparece sendo presa foi gravado durante uma operação integrada da Delegacia Especializada do Consumidor (Decon) e Corpo de Bombeiros realizada na tarde de quinta-feira (23.07), com o objetivo de coibir a venda ilegal de GLP (gás de cozinha), em Várzea Grande. 

Durante a ação, o proprietário da distribuidora, que está em situação irregular, tentou impedir o trabalho de fiscalização das equipes, trancando o estabelecimento com cadeados, negando a entrada e vistoria no comércio, além de estar exaltado e oferecer resistência à prisão. 

As equipes constataram que a distribuidora funcionava sem o Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) e o Alvará Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) e, mesmo sem as autorizações, o proprietário armazenava material inflamável.

As irregularidades nestes comércios, além de não garantirem a qualidade adquirido pelo consumidor, colocam em risco o patrimônio, a vida e a integridade física de vizinhos e da população em geral, uma vez que existe grave risco de incêndio e de explosão.

O conduzido responderá pelos crimes de resistência e contra a ordem econômica (Lei n. 8.176/91 - adquirir, distribuir e revender derivados de petróleo, gás natural e frações recuperáveis, álcool etílico hidratado carburante e demais combustíveis em desacordo com a lei).  

Caso seja evidenciada qualquer conduta ilícita na ação dos policiais, o caso será encaminhado para a Corregedoria da Polícia Civil para apuração dos fatos".

REPORTERMT
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