Não é aceitável que a liberdade seja condicionada a R$ 1 mil, diz advogado de família enlutada


O advogado Helio Nishiyama, que patrocina a defesa de Patrícia Ramos, mãe da adolescente que teria sido morta pela amiga no condomínio Condomínio Alphaville, em Cuiabá, no último dia 12, se manifestou sobre a fiança paga por Marcelo Cestari e disse que "não é aceitável em hipótese alguma que a liberdade dele seja condicionada a pagamento de meros R$ 1 mil". Ele afirmou que o prazo de cinco dias, dados pela Justiça para que Marcelo se manifeste sobre a majoração da fiança, ainda não começou a correr já que o empresário não foi intimado, por não ter sido encontrado.

A defesa de Patrícia esteve presente na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), na manhã desta quinta-feira (13). Hoje foi ouvida Gaby Soares de Oliveira Cestari, mãe da menor de 14 anos que matou - supostamente de forma acidental - sua amiga, Isabele Guimarães Ramos.

O advogado falou sobre o pedido de majoração da fiança que fez. A Justiça aumentou para R$ 209 mil o valor da fiança de Marcelo Martins Cestari, pai da adolescente que teria matado a amiga, após ele ter sido solto pagando fiança de R$ 1 mil. O novo valor só deve ser cobrado após o empresário ser ouvido em juizo, sobre o pedido de majoração.

O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal, já determinou prazo de cinco dias para que a defesa do empresário Marcelo Martins Cestari se manifeste sobre o pedido de aumento da fiança. No entanto, o prazo ainda não começou a correr, já que Marcelo não foi encontrado para receber a intimação.

O oficial de Justiça não localizou o empresário em sua residência, no Condomínio Alphaville, local onde ocorreu o crime. O responsável também se dirigiu a uma loja de equipamentos de tiro, mas também não foi possível cumprir seu trabalho.

De acordo com o advogado Helio Nishiyama, Marcelo teria que comunicar à Justiça sobre uma eventual mudança de endereço. Ele recebeu informações que o empresário deve se manifestar no processo em breve.

A defesa do empresário havia se manifestado, ainda quando o pedido de aumento da fiança não havia sido julgado, que Marcelo passa por crise financeira e  não poderia arcar com o valor. O advogado de Patrícia, porém, explicou que o valor não precisa ser pago com dinheiro. 

"Existe a expectativa de que ele pague a fiança, seja através de uma transferência bancária, ou através de algum bem imóvel, ou até mesmo bem móvel, a lei é muito ampla, pode ser título de dívida pública, jóias, o que for necessário para que ele pague a fiança".

 Helio Nishiyama ainda disse que "o que não é aceitável em hipótese alguma é que a liberdade dele seja condicionada a pagamento de meros R$ 1 mil".

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