Oficial não encontra empresário e tenta cumprir intimação em loja de equipamentos de tiro


Oficial de Justiça não conseguiu intimar o empresário Marcelo Martins Cestari para que ele se manifeste sobre pedido de majoração de fiança. Segundo informações do processo, após não encontrar o investigado em casa, no Condomínio Alphaville, o responsável se dirigiu a uma loja de equipamentos de tiro, mas também não foi possível cumprir seu trabalho.

“Certifico e dou fé que não foi possível intimar Marcelo Martins Cestari em razão de ter me dirigido a todos os endereços indicados e após as formalidades legais fui informada pelo segurança Cristóvão que estava de plantão na data de ontem (21/07/2020), que desde o dia do ocorrido não tem ninguém no imóvel, que o Sr. Marcelo e sua família não retornou mais no condomínio”, afirma trecho do documento emitido pelo oficial de Justiça.

“Fui também na Avenida General Melo 351 no Bairro Dom Aquino e lá é sede da empresa Loja de Artigos Militares Uniformes e Equipamentos Táticos e lá fui informada pelo Sr. Fernando Teodoro que o Sr.Marcelo não trabalha lá, que apenas ia lá como qualquer outro cliente e que não sabe onde posso encontrá-lo”, complementou o oficial.

Marcelo Martins Cestari é atirador esportivo e pai da menor acusada de ter efetuado o disparo classificado como acidental que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, durante a noite de 12 de julho, no Condomínio Alphaville, em Cuiabá.

Ele foi preso após a polícia encontrar em sua casa sete armas, duas delas sem registro. Pagou fiança de R$ 1 mil e acabou liberado. Houve recurso para majoração do valor, chegando a R$ 209 mil. Porém, decisão do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), anulou o novo cálculo.

Segundo Bassil, não foi oportunizado ao empresário o exercício da ampla defesa. A intimação do oficial de Justiça deve servir justamente para que Cestari se manifeste sobre pedido de majoração da fiança.

Defesa


O advogado Ulisses Rabaneda afirmou ao Olhar Jurídico que seu cliente não mudou de endereço. Ele também não soube explicar o motivo de a intimação ter sido enviada a uma loja de equipamento de tiro. Rabaneda finalizou afirmando que vai ser dar como intimado nos autos.

OLHAR DIRETO
Postagem Anterior Próxima Postagem