Pai de jovem que levou arma ao Alphaville entrega senha de celulares e diz que filho não presenciou disparo


Os advogados Valber Melo e Filipe Maia Broeto, que patrocinam a defesa de Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa e de seu filho, informaram que o empresário entregou espontaneamente imagens de câmeras de segurança e senhas de celulares da família para a Polícia nesta segunda-feira (20). Ele é pai do adolescente que namora a menor de 14 anos que atirou em Isabele Guimarães Ramos, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, e dono da arma que teria sido levada para o local pelo rapaz.

Em depoimento ao delegado Wagner Bassi, da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), Glauco reforçou que o filho não estava no condomínio no momento do disparo. Ele e o adolescente, de 16 anos, falaram por cerca de 7h.

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“Ambos se colocaram à disposição das autoridades policiais e disponibilizaram, espontaneamente, imagens das câmeras de segurança da residência, prédio, além das senhas de celulares da família, bem como esclareceram todas as indagações formuladas pela autoridades policiais. Ademais, esclareceram ainda que o adolescente não estava no local, no momento em que ocorreu o acidente, e seu depoimento se concentrou no transporte das armas até a residência de Marcelo Cestari”, diz trecho de nota encaminhada à imprensa pelos advogados.

Isabele, que também tinha 14 anos, morreu com um tiro na cabeça, efetuado pela amiga ao manusear uma pistola PT 380, dentro do condomínio Alphaville I, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

Segundo informações da Polícia Judiciária Civil, por volta das 22h30 Isabele já foi encontrada sem vida no banheiro da casa. A amiga informou à Polícia que efetuou o disparo acidentalmente contra a colega.

Veja a íntegra da nota:

Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa e seu filho, por meio de sua defesa técnica, conforme já veiculado na Imprensa, informam que prestaram depoimentos nesta segunda-feira (20), acerca do trágico e noticiado acidente envolvendo a jovem Isabelle Guimarães Ramos.

No interesse das investigações, ambos se colocaram à disposição das autoridades policiais e disponibilizaram, espontaneamente, imagens das câmeras de segurança da residência, prédio, além das senhas de celulares da família, bem como esclareceram todas as indagações formuladas pela autoridades policiais.

Ademais, esclareceram ainda que o adolescente não estava no local, no momento em que ocorreu o acidente, e seu depoimento se concentrou no transporte das armas até a residência de Marcelo Cestari.

A defesa não pode adentrar no teor do depoimento, uma vez que o procedimento investigativo é sigiloso, bem ainda porque tem por objetivo preservar as famílias que estão devastadas com o trágico acidente, em especial à de Isabelle Guimarães.

No mais, consigna que ambos seguem à completa disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que se mostrem necessários à elucidação dos fatos.

Valber Melo


Filipe Maia Broeto
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