Polícia não descarta homicídio culposo por parte de pai de adolescente do caso Alphaville


O empresário Marcelo Martins Cestari ainda poderá responder pelo crime de homicídio culposo, após sua filha de 14 anos dispara acidentalmente e matar a amiga, Isabele Guimarães Ramos, 14, no último domingo (12). Apesar de no auto da prisão o crime não ter sido imputado (Marcelo foi preso por posse ilegal de arma de fogo), a defesa do empresário afirmou que o crime de homicídio culposo ainda não foi descartado, sendo que a responsabilidade deve ser apontada no fim da investigação.

Marcelo foi preso em flagrante no domingo (12) por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Ele foi conduzido à DHPP e autuado pelo crime e depois de pagar a fiança de R$ 1 mil foi liberado.

O empresário e sua filha de 14 anos, que teria efetuado o disparo que matou Isabele, foram ouvidos na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) na tarde desta terça-feira (14). Eles chegaram às 14h e saíram já às 21h.

De acordo com advogado Rodrigo Pouso, que patrocina a defesa da família, Marcelo e sua filha relataram a verdade dos fatos. Segundo eles o que ocorreu foi um acidente. A arma não possuía travas e caiu da case onde era transportada pela filha do suspeito. Ao pegar a arma no chão ela teria disparado e atingido Isabele.

"Não teve brincadeira nenhuma, não teve nada dessa história de manuseio de arma. A arma estava em um case. A casa dela é um sobrado, a arma estava embaixo e ela foi levar a arma para guardar no quarto do pai, e ela passou pela amiga dela antes e chamou, só que a case caiu  da mão dela e abriu, ela pegou a arma e se levantou, só que a arma disparou e a Isabele estava na frente, ninguém estava manuseando arma, apontando arma, isso não existiu", relatou o advogado.

No auto da prisão o delegado não imputou a Marcelo o crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), apesar dele ser o responsável pela arma. O empresário foi preso apenas por posse ilegal de arma de fogo e foi solto após pagar fiança de R$ 1 mil.

A defesa, no entanto, esclareceu que o homicídio culposo não foi descartado. Ele explicou que a polícia ainda estã investigando o ocorrido, e os autores devem ser apontados e responsabilizados.

"Não é como estão pensando, a menina não vai ficar ilesa [...] não foi descartado [homicídio culposo], mas ainda está sendo investigado, quem poderá imputar o crime a ele é o delegado, então não é momento de apontar o que é e o que não é, a investigação deve demorar no mínimo uns 60 dias", disse.

POR: OLHAR DIRETO
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