Prefeitura diz que movimento da CDL é político e que população pode acionar os estabelecimentos judicialmente


Depois que os comerciantes de Chapada dos Guimarães (70km de Cuiabá) pediram ajuda para derrubar o decreto municipal que possibilita somente o delivery aos finais de semana, e que supermercados, farmácias e postos de combustíveis avisaram que não vão abrir as portas, o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus emitiu uma nota afirmando que o movimento da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) é político, e que quem se sentir prejudicado pode acionar os estabelecimentos judicialmente.

“A decisão dos postos de combustíveis em se somar aos mercados e distribuidoras é política e vai na contramão do que de fato é constatado em lei, uma vez que é considerado como um serviço essencial à população”, afirma parte do comunicado.

Na sexta-feira (17), os próprios comerciantes de supermercados, mecearias e distribuidoras emitiram um comunicado afirmando que só retornariam com os atendimentos na segunda-feira (20), e que farmácias e postos de combustíveis teriam a mesma atitude. A ação visava pressionar a prefeitura a revogar o Decreto nº059/2020.

Segundo o Comitê, a decisão só aconteceu porque Chapada está em nível muito alto de contaminação. “Levando em consideração uma reivindicação do próprio comércio em liberar o sistema de delivery para os bares, restaurantes e estabelecimentos congêneres, o comitê na sexta (17) abrandou o pedido e aprovou o sistema de entregas também para esta categoria do comércio”, explicou.

O Comitê ainda afirmou que “o movimento da CDL é político e tem o objetivo de desestabilizar as medidas de proteção à saúde pública causando mais dificuldades e conflitos à população neste tempo de pandemia”.


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