PROCURADO PELA JUSTIÇA: Acusado de sequestro e homicídio, homem chama PMs de 'ladrões' durante prisão

Homem é preso por sequestro e homicídio e irmã advogada por calúnia e injúria contra a PM.

A irmã do acusado, uma advogada, chegou à unidade policial fazendo acusações e ameaças, durante a tarde dessa segunda-feira (20), e terminou presa por injúria e calúnia.

Um homem procurado pela Justiça, por crimes de sequestro, cárcere privado, organização criminosa e homicídio qualificado, foi flagrado trafegando com um Volkswagen Polo pelo Centro de Várzea Grande e armou uma confusão no meio da rua no momento da abordagem policial, xingando os militares e acusando a guarnição de “safados e ladrões”.

O fato foi registrado no meio da tarde dessa segunda-feira (20).

A irmã do acusado, uma advogada, chegou na unidade policial com a mãe, chutando a porta da sala de boletim de ocorrência e fazendo ameaças a uma policial feminina que atendia a ocorrência e gravando com o celular todo a ‘cena’, afirmando que o irmão estava sendo torturado. Devido à conduta a mulher também recebeu voz de prisão.

De acordo com a ocorrência, a guarnição militar fazia rondas pela Rua Brigadeiro Eduardo Gomes quando identificaram o Polo, sem placas, em ‘atitude suspeita’. Foi feita abordagem ao veículo e quando o motorista viu os militares começou a gritar: “eles querem pegar o meu dinheiro, vão me roubar, eles são safados, sempre fazem isso, tudo ladrão”. Para conter o acusado foi necessário algemar e encaminhar à unidade policial.

Em consulta da identidade do motorista no banco de dados da Justiça, foi verificado que constava um mandado de prisão em aberto em desfavor do motorista e o mesmo era procurado da Justiça desde a última sexta-feira (17), quando o juiz da Primeira Vara Criminal Da Comarca De Várzea Grande emitiu a ordem judicial pelos graves crimes cometidos, supostamente, pelo acusado.

Foi constatado ainda que o homem, ainda alterado devido à prisão, tem passagens por crimes de receptação, roubo, uso de documento falso e homicídio tentado.

Questionado se conhecia a motivação do mandado de prisão, o homem respondeu que sim e revelou que a arma usada no crime estaria em sua casa, no bairro Pireneu.

Os militares se deslocaram ao endereço para fazer buscas pela arma, no entanto, a porta da casa do acusado abre com senha, repassada incorretamente pelo bandido, impedindo a varredura na residência, então voltaram para a Central de Flagrantes, para o registro da ocorrência.

Momentos depois chegaram à delegacia a irmã e mãe do criminoso, completamente exaltadas, chutando a porta da delegacia, fazendo acusações e ameaças contra os policiais, dizendo que o acusado estava sendo torturado e repetia frases do tipo: "você não sabe com quem está mexendo, vou acabar com você!, você vai pagar caro por isso, a OAB está vindo, vou representar vocês”, além de gravar tudo com o celular.

A irmã, que seria advogada, acionou um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para acompanhar os procedimentos legais, na intenção de intimidar a PM, no entanto, o representante da ordem foi qualificado como testemunha e acompanhou todos os procedimentos na delegacia.

A mulher recebeu voz de prisão e foi detida por uma policial feminina, a qual fez ameaças diretas.

Como estava gravando as circunstâncias da ocorrência na unidade policial, o celular da acusada foi apreendido para que as imagens sejam periciadas e sirvam de evidências.

Ao descobrir que a irmã estava sendo presa, se voltou para um policial e disse: “vou contratar cinco advogados e vou botar pra derreter com você, vai ver só”.

Em seguida, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi ouvido pelo delegado de plantão e colocado à disposição da Justiça.

REPORTERMT
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