SEM AGLOMERAÇÃO: Ex-secretário de Saúde defende decreto de Mauro para reabertura do comércio

Segundo o especialista em saúde da família, Werley Peres, desde que sejam evitadas as aglomerações tradicionais, é possível a volta do comércio com certa normalidade

O médico da família, Werley Peres, e ex-secretário de Cuiabá, fez ponderações ao  sobre a reabertura do comércio não essencial, imposta por decreto nesta sexta (24), pelo governador Mauro Mendes, e suas possíveis consequências na pandemia. Ele aponta que, o maior problema, são as aglomerações.  Para ele, é sim possível uma reabertura quase que normal das atividades, mas desde que sejam evitadas as tradicionais aglomerações e cumpridas medidas sanitárias. "Se isso for feito é sim possível uma abertura segura de uma forma geral do comércio", diz. Peres é médico de carreira da prefeitura da Capital. E atua também no setor privado. 
Ele acrescenta que as medidas de segurança sanitária sempre ajudarão evitar contaminações e diz que diagnóstico precoce é o mais importante agora. "O problema é aglomeração, mas desde que elas não ocorram, acho pertinente o funcionamento do comércio. No entanto, não é o tratamento precoce que evita mais contaminações e, sim, o diagnóstico precoce. O kit covid é uma alternativa para população, porém não é garantia de cura”, pondera 

Não é o tratamento precoce que evita  contaminações, mas,  diagnóstico precoce. O kit covid é uma alternativa, porém não é garantia de cura

Medidas não farmacológiacas
Nesta sexta-feira, o Executivo apontou, ao abrir o comércio não essencial, que adesão das medidas não farmacológicas por parte da população, têm influenciado na redução média dos casos do novo coronavírus. Além disso, o Governo ponderou que, com a distribuição de medicamentos para tratamento precoce e ampliação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é possível permitir a flexibilização. 

Mato Grosso está classificado, pelo Ministério de Saúde, como um local de contaminação em nível moderado. Entretanto, o Werley ponderou que ocupações de leitos e estágios de contaminação variam de forma rápida, devido à facilidade de infecção da doença, algo a ser acompanhado de perto. 


Para o médico, o relaxamento não deve ser baseado em leitos de saúde, que podem ser rapidamente preenchidos, mas sim no cumprimento de normas de vigilância sanitária.  “A situação pode mudar de uma semana pra outra. Um exemplo é em Goiás, onde estão alternando medidas de flexibilização, optando por fechamentos , justamente pela imprevisibilidade dessa doença”, explica.

REPORTERMT
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