Após recuar da senatória, DEM pode sofrer novas baixas na disputa pela Prefeitura de Cuiabá


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), vem se sentindo mal de saúde há alguns dias, com quadro de tosse, febre e dificuldades para respirar. Os sintomas seriam sequelas deixadas pela Covid-19, da qual ele se curou há cerca de um mês. Para se tratar, Botelho viaja para São Paulo esta semana, mas antes se reunirá com a cúpula de seu partido para discutir sua eventual candidatura a prefeito de Cuiabá. A agremiação pretende ouvir, ainda, o posicionamento de um segundo cotado para a vaga: seu próprio presidente, o ex-deputado Fábio Garcia, que estaria cada vez mais distante de aceitar o desafio.
 
O infortúnio de Botelho pode jogar um balde de água fria nos planos de seu partido, que há alguns dias vinha trabalhando seu nome para concorrer à Prefeitura de Cuiabá em novembro. O presidente do Legislativo terá de se afastar, inicialmente, por cerca de 50 dias, mas o prazo pode ser estendido conforme as necessidades clínicas do parlamentar.
 
Botelho teve Covid-19 no início de julho e decidiu ir para São Paulo se tratar no Hospital Sírio-Libanês. Durante a doença, chegou a ter 70% de comprometimento do pulmão e precisou ser internado em um leito semi-intensivo.
 
Curado do coronavírus, o presidente da Assembleia retornou para Cuiabá assim que teve alta do hospital, mas conforme sua assessoria de imprensa ele não descansou de maneira devida e, agora, por orientação dos seus médicos tendo em vista os sintomas que vem sentindo, ele retorna para a Capital Paulista, onde voltará a ser internado.
 
Botelho ainda não sabe quando viaja e, apesar da indisposição, cumpre agenda normal nesta segunda-feira (17). No final da tarde, ele se reúne com o DEM, que segue rachado e com dificuldades de construir as candidaturas ao Senado e nas principais cidades do Estado.
 
Nos bastidores, a forte relação entre os irmãos Jayme e Júlio Campos com a família de Emanuel Pinheiro (MDB), além da recente aproximação com o pré-candidato ao Senado Nilson Leitão (PSDB), teria servido para estremecer ainda mais a relação entre as lideranças do partido, com atenção especial ao governador Mauro Mendes, que é o maior defensor da ideia de lançar candidatura própria.
 
Afastado da política para tratar de negócios pessoais há cerca de um ano e meio, o ex-deputado Fábio Garcia também estaria propenso a recuar de um eventual retorno para a administração pública. Sua família, segundo consta, teria peso nessa decisão.
 
A descoberta do problema de saúde de Botelho, a indisposição de Garcia e pesquisas internas promovidas pelo partido para avaliar os nomes até então disponíveis também teriam contribuído para o desânimo dos filiados, que após desistir de ter candidatura própria ao Senado para preservar a saúde de Júlio Campos - em função da pandemia da Covid-19 - pode agora abandonar também os projetos em Cuiabá e Várzea Grande. Em meio às especulações, cresce a campanha - ainda não oficializada - da família Pinheiro nas duas cidades.

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