Dilmar pede tranquilidade ao governo para não perder apoio por conta da eleição


O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) pediu que o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (DEM), converse com o governador Mauro Mendes (DEM) e o oriente a ter muita tranquilidade e equilíbrio quanto as ações do Palácio Paiaguás nesse período de campanha, principalmente para a vaga suplementar do Senado. A conversa de Dilmar ocorreu no Palácio Paiguás na terça-feira (25).

A preocupação de Dilmar, que é o atual líder do governo Mauro Mendes na Assembleia Legistativa, é com o trato dentro da Casa de Leis, tendo em vista que vários projetos precisam ser votados e não é hora de perder aliados por conta de uma eleição suplementar. 

"É preciso ter calma nessa hora. A base do governo é grande e não são todos que irão apoiar quem o governador decidir apoiar. Exemplo temos com os deputados Carlos Avalone e Wilson Santos, que são do PSDB, são da base dele [Mauro Mendes] e estão apoiando o candidato Nilson Leitão. Tem que ter equilíbrio. Não tem nada a ver com eleição suplementar", comentou o deputado. 

Declarado da ala do senador Jayme Campos e do ex-governador Júlio Campos, Dilmar já declinou apoio ao nome de Nilson e espera que o governador tenha cautela no trato, principalmente para não confundir o momento. 

"Espero que o Mauro Carvalho nos ajude nesse momento. Eu prezo pelo cuidado. Tanto que não tenho problema com nenhum deputado quanto aos apoio. Por isso conversei sobre essa questão de apoio nesse momento", ponderou Dilmar. 

A próxima batalha de Dilmar dentro da AL será barrar os projetos que alteram a reforma da Previdência, recentemente aprovada pela ALMT. As propostas acabam com a alíquiota de 14% da aposentadoria dos servidores inativos até o valor do teto do INSS e suspendem o aumento da alíquota previdenciária para todos os servidores. 

"Não faz sentido voltar atrás do que já está aprovado. Eu voto pela rejeição e vou orientar a Base a votar também. Mas, sabemos que é um momento de ter tranquilidade, ou se não o governo corre o risco de perder", concluiu Dilmar.

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