Fávaro diz que não está no Senado para fazer graça para a população e tomar medidas populistas


O senador interino, Carlos Fávaro (PSD), respondeu pela primeira vez sobre ser o único de Mato Grosso e um dos 14 da Casa Revisadora que votou contra o projeto de lei que reduz juros do cartão de crédito e do cheque especial. Segundo Fávaro, o projeto é inconstitucional e populista. 

"Não estou no Senado para fazer graça com a população, para tomar medidas populistas. O projeto é inconstitucional, é populismo aprovar um negócio que hoje já morreu, já acabou", disse senador. Conforme o enredo do projeto do senador Alvaro Dias (Podemos), aprovado com 50 votos a favor, ficou estabelecido teto de 30% ao ano no período de emergência sanitária em função da pandemia da Covid-19.

Fávaro reconhece que a iniciativa do Podemos é também um pleito defendido por vários senadores e entende ser legítima a reivindicação para reduzir as taxas de juros. Contudo, afirma que precisa ser de uma forma que não fira a Constituição Federal, pois lá na frente será derrubado.

"O projeto é inconstitucional, é populismo aprovar um negócio hoje que já morreu. A Câmara dos Deputados nem acatou o projeto. Ele acabou só durou um dia porque é inconstitucional.  A forma como foi feito não existe", criticou o social-democrata. 

Mesmo estando no cargo por força de liminar, Fávaro credencia o destaque de seu voto contrário porque ele também é candidato na eleição suplementar no 15 de novembro, a qual vai disputar para tentar se efetivar na cadeira que ocupa interinamente.

"Meus adversários veem a capacidade que temos de estar interagindo, trabalhando, nos dedicando no Senado e trazendo resultado. Querem ficar procurando alguns motivos pra ficar denegrindo na imprensa, usando a politicagem pra denegrir: olha votou contra o povo. Que isso gente, o projeto é inconstitucional", rebate Fávaro.

Como possível solução para o tema, ele observa que o correto é criar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para melhorar o sistema, baixar a taxas de juros e oferecer crédito ao cidadão. "Eu serei o primeiro a votar e trabalhar", garante. 

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