Pivetta proíbe grupo do governador de usar seu nome para justificar apoios em campanha


O almoço regado a muito tempero político para resolver a vida futura do Democratas em Mato Grosso, aconteceu no Palácio Paiaguás, na tarde de sexta-feira (28) e terminou com nada resolvido novamente. 

Na conversa com o governador Mauro Mendes (DEM), o senador Jayme Campos (DEM), secretário da Casa Civil Mauro Carvalho (DEM), senador Wellington Fagundes (PL) e o presidente do partido Fabio Garcia, nenhum passo sobre apoio na campanha à senatória ou lançamento do candidato para prefeito de Cuiabá foi definido. 

Porém, um assunto acabou sendo o mais debatido durante a peixada, que foi servida direto da cozinha do restaurante Lelis Peixaria: a desautorização do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) de que o grupo do DEM use seu nome como motivo para alianças futuras. 

O que se passa na verdade, conforme levantado pelo Olhar Direto, é que o vice-governador, que também é candidato ao Senado, não teria gostado da entrevista de Fábio Garcia na quinta-feira (27), dizendo que o DEM não concordava que o ex-governador Júlio Campos fosse indicado como suplente de Nilson Leitão, em respeito a Otaviano. "Oras, eu não tenho nada a ver com isso. Se eles não querem coligar, não coloquem meu nome no meio de nada. Eu desautorizo que usem meu nome para promover isso", disse Otaviano ao governador Mauro Mendes. A informação foi confirmada pela fonte, que participou da reunião. 

Ou seja, o vice-governador mandou o recado ao governador e também ao presidente do partido. Por conta disso, a reunião do almoço terminou, alguns aliados foram embora e Garcia permaneceu no Paiaguás, juntamente com o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho. 

O enredo dessa conversa não foi divulgado, nem por Carvalho e nem por Garcia. Inclusive, o presidente do Democratas tem chamado todas as conversas de bastidor de "notícia plantada da imprensa" para negar qualquer tipo de racha ou desentendimento do partido, e disse que só irá falar agora quando acontecer a convenção do partido. 

Enquanto isso, Júlio Campos, Jayme Campos e Dilmar Dal Bosco aguardam a liberação do partido para que eles possam apoiar "de cabeça" o candidato Nilson Leitão. Inclusive, a presença de Wellington Fagundes no almoço foi para reforçar o pedido ao governador, que também faça parte do grupo de Leitão, mas essa possibilidade é quase descartada, tendo em vista que o governador está indeciso entre apoiar Otaviano Pivetta ou o senador interino Carlos Fávaro (PSD). 

Na próxima semana, o DEM deve se reunir novamente para poder definir data de convenção e como irmão tocar a situação emblemática entre apoio ao cargo de senador e o nome oficial de candidato a prefeito de Cuiabá.

OLHAR DIRETO
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