Promotor diz que possível reconstituição de família Cestari não servirá como prova

Polícia fez reconstituição na casa em que Isabele morreu

O promotor Marcos Regenold Fernandes, da 12ª promotoria de Justiça Criminal, avalia que a "reconstituição" que a família Cestari pretende realizar, para tentar provar a versão da adolescente autora do disparo que matou Isabele Guimarães Ramos, não deve afetar a conclusão do inquérito policial e também não servirá como prova. A reconstituição feita pela perícia no dia 18 de agosto não simulou a versão da adolescente por pedido da defesa. Indícios apontam que o disparo pode não ter sido acidental.

O delegado Wagner Bassi, responsável pela investigação da tragédia, conduziu no último dia 18 a reconstituição simulada dos fatos. Toda equipe da Polícia Civil, juntamente com peritos, advogados, membros do Ministério Público e membros da família que reside na casa participaram da ação policial. 

A autora do disparo, no entanto, não participou, a pedido da defesa, e por causa disso, a versão defendida pela adolescente não foi simulada. 

"Eu insisti para que isso fosse simulado, só que o perito disse que não tinha dados precisos para identificar o local, e centímetros fazem diferença em uma reconstituição porque muda ângulo, muda altura, muda uma série de coisas, então ele achou melhor não fazer, mas a insistência em não fazer a reconstituição foi da própria defesa da família", disse o promotor Marcos Regenold. 

O novo advogado da família, Artur Osti, reafirmou que o caso trata-se de uma fatalidade e fez questão de ressaltar que não havia qualquer intriga entre as adolescentes. A família Cestari teria afirmado depois que providenciaria uma nova reconstituição, para tentar provar que o tiro que matou Isabele foi involuntário. 

"Eles querem fazer uma nova reprodução sob alegação de que a perícia oficial não teria simulado a versão da menina, só que a perícia não simulou a versão dela a pedido da defesa da família Cestari. O ideal para a reconstituição seria a menina estar lá com a perícia para apontar com fidedignidade qual era a posição dela, etc, mas a pedido deles não ocorreu", afirmou o promotor Marcos Regenold.

O membro do Ministério Público ainda afirmou que esta nova reconstituição não deve afetar o curso e a conclusão do inquérito policial. Além disso, ele também disse que ela não servirá como prova, já que a família não pode produzir provas neste momento.

"Se eles forem fazer, não é perícia, não consigo nem classificar como perícia porque eles não são peritos oficiais. Pela legislação, eles não podem produzir prova nenhuma agora, a prova quem tem que produzir é o Estado, eles podem se preparar para se defender futuramente em juízo".

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