Vegetação de aldeia é destruída pelo fogo e fumaça atinge cidade em MT

Por G1 MT
 

Aldeia Tadarimana teve parte do território destruído pelo fogo — Foto: Divulgação
Aldeia Tadarimana teve parte do território destruído pelo fogo — Foto: Divulgação
A aldeia Tadarimana, onde vivem os índios Boe Bororo, foi atingida por um incêndio na última sexta-feira (31) e teve parte da vegetação destruída. Na manhã seguinte, sábado (1°), a cidade de Rondonópolis amanheceu encoberto pela fumaça.
O líder indígena Marcelo Alves Terena Coguiepa disse, em nota, que a comunidade acabou sofrendo alguns ataques dos moradores da cidade por causa da fumaça. No entanto, ele afirma que os indígenas também foram vítimas das queimadas e que as causas desse incêndio ainda são desconhecidas.
“Além de ver toda a mata verde virarem cinzas, ainda tem que lidar com as ofensas e calúnia por parte daqueles que desconhecem nossos princípios e nosso modo de vida e principalmente da relação de cumplicidade que temos com a natureza”, ressaltou.
Corpo de Bombeiros deu apoio no combate ao incêndio, mas não foi o suficiente — Foto: Divulgação
Corpo de Bombeiros deu apoio no combate ao incêndio, mas não foi o suficiente — Foto: Divulgação
No primeiro momento, os próprios índios tentaram dar os primeiros combates contra o fogo, mas a falta de equipamentos dificultou os trabalhos e o fogo se espalhou para regiões de difícil acesso.
O Corpo de Bombeiros de Rondonópolis também foi acionado e tentou controlar as chamas, mas devido à mata fechada, não foi possível finalizar os trabalhos.
“Nós indígena que sempre lutamos para garantir a proteção de nossas matas e da biodiversidade que nela existe, nos entristecemos com a consequência de uma queima de grande proporção igual a que se teve”, disse Coguiepa.
Região amanheceu encoberta pela fumaça — Foto: Divulgação
Região amanheceu encoberta pela fumaça — Foto: Divulgação
O líder indígena disse ainda que a comunidade não compactua com ações de queimadas na região, pois lutam pela preservação das matas.
“Sei que o momento é crítico, mas não é oportuno achar que nós moradores da reserva, sejam os autores dessa tal barbaridade. Necessitamos da floresta para usufruir dos recursos naturais para a prática cultural no nosso dia a dia”, declarou.
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