DENÚNCIA NA ASSEMBLEIA: Emanuel pede interferência nacional: medidas severas serão tomadas


 

O emedebista denunciou, há nove meses, que haveria suposto uso da máquina pública do Governo do Estado para prejudicá-lo

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), pediu intervenção da executiva nacional do seu partido, na denúncia que fez à Assembleia Legislativa sobre suposto uso da máquina pública estadual para atingi-lo politicamente.

Em dezembro, Pinheiro pediu à Mesa Diretora do Legislativo estadual que apurasse uma denúncia que recebeu de que a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) estaria sendo utilizada, supostamente patrocinada pelo Governo do Estado, para que processos investigatórios fossem instaurados após denúncia de que estaria comprando votos dos vereadores para votar pela cassação de seu opositor na Câmara, Abílio Júnior.

Em coletiva virtual, o prefeito comentou que a denúncia foi feita há nove meses e que até agora não recebeu nenhuma resposta da  Assembleia.

"Medidas sérias vão ser tomadas e vão ser de conhecimento público, brevemente, para que possamos elucidar de uma vez por todas o suposto uso da máquina pública", disse Emanuel.

“Já que não tive uma resposta ainda da Assembleia, eu sou membro da executiva nacional do MDB - o meu partido -, então solicitei a intervenção do MDB através do presidente do partido, deputado federal Baleia Rossi, e medidas severas, medidas sérias vão ser tomadas e vão ser de conhecimento público, brevemente, para que possamos elucidar de uma vez por todas o suposto uso da máquina pública estadual através da Deccor e Defaz para tentar me atingir politicamente”, disse.

Emanuel disse que ainda continuam os burburinhos de que a máquina pública estaria sendo utilizada contra ele.

“Depois de nove longos meses continuam o burburinho que estão armando para mim, eu sei que vão armar, eu sei que querem armar, mas eu confio nas instituições, confio nos nossos poderes, mas não posso ficar com os braços cruzados”, comentou.

Denúncia

O prefeito Emanuel Pinheiro protocolou uma denúncia em dezembro para que fosse investigado um suposto uso político da Defaz para prejudicá-lo. De acordo com a denúncia, o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Demerval, teria pressionado os delegados Lindomar Toffoli e Anderson Veiga, responsáveis pela Defaz, para instaurar processos investigatórios sobre denúncia de suposta compra de votos dos vereadores para cassação do mandato do vereador Abílio Júnior, opositor de Emanuel.

Segundo informações, os delegados teriam sido transferidos após não terem cumprido com a determinação.

O delegado Mário Dermeval negou que teria pressionado os delegados a abrir investigação contra o prefeito. Em nota, ele ainda afirmou que para investigar o prefeito – que possui prerrogativa de foro – é preciso autorização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e que as medidas legais foram tomadas para apurar a denúncia.


REPORTERMT

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