Max oferece 1ª secretaria da AL ao PT em troca de composição ao Senado, mas não empolga grupo


O deputado estadual Max Russi (PSB) propôs um acordo ao deputado Valdir Barranco (PT) para que o petista recuasse de sua candidatura ao Senado e lhe apoiasse no projeto que substituiria Otaviano Pivetta (PDT). A negociação envolveria a primeira-secretaria da Assembleia Legislativa, cargo que atualmente é ocupado por Russi. O PT, no entanto, recusou a proposta e agora o grupo de partidos que integravam o arco de aliança do pedetista tentam convencer o deputado a desistir de se candidatar, por considerarem sua candidatura “fraca”.

Conforme apurou a reportagem, a cúpula ligada ao grupo de partidos que envolve o PDT, PSB, MDB, Republicanos, PCdoB, Cidadania e o PV – que apoiariam Pivetta – está reunida neste momento avaliando uma pesquisa que havia sido feita antes do vice-governador anunciar que recuaria da candidatura. O objetivo é verificar o peso que uma aliança com o PT traria para o arco de aliança.

Ocorre que o grupo não aposta na candidatura de Max e nem todos simpatizam com a candidatura de Nilson Leitão (PSDB), que é quem Pivetta deverá apoiar. O vice-governador seria, então, liberado para apoiar o tucano pessoalmente, mas o PDT e os demais partidos construiriam uma candidatura de consenso que representasse as siglas de centro-esquerda para disputar votos com as candidaturas bolsonaristas.

Pivetta anunciou sua desistência na terça-feira (01), após muita especulação. Oficialmente, o Paiaguás sustenta que um “pedido de Mauro Mendes” teria pesado na decisão, porém, fontes garantem que o real motivo seria um acordo visando as eleições de 2022.

O recuo do pedetista serviria, ainda, para apaziguar a crise que se instalou no DEM por conta do disputado apoio de Mendes na campanha ao Senado. No último final de semana, quando o governador liberou os Campos para seguir com Leitão, a desistência de Pivetta já era dada como certa.

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