Médica picada por jararaca diz que não irá deixar de frequentar cachoeiras


O programa Fantástico, da Rede Globo, entrevistou a médica Dieyenne Saugo, picada por uma jararaca na cachoeira Serra Azul, em Nobres (a 121 km de Cuiabá), no final de agosto. Com dificuldades na fala e ainda internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ela revelou ter uma conexão com a natureza e que mesmo após o acidente, não irá deixar de frequentar cachoeiras.

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Segundo a reportagem, no dia do acidente, a médica iria apresentar ao novo namorado e a um casal de amigos o lugar que ela considera um dos mais bonitos do Brasil.

Dieyenne passou oito dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela teve 70% das vias áreas comprometidas e precisou de uma traqueostomia. Por isso, se encontra quase sem voz.

“Eu vi ela entrando dentro do colete. Na tentativa de me proteger, quando eu tirei, eu saí nadando, gritando”, disse a médica, que não soube dizer de onde a cobra veio.

“Eu só senti ela caindo próximo do meu pescoço. Tomei a primeira picada nesta região”, conta Dieyenne mostrando o ferimento no queixo. “Logo em seguida, eu fui com essa mão esquerda para tirar. Foi quando tomei duas picadas”.

A reportagem também aborda a falta de soro antiofídico em Mato Grosso. Apenas o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) pode aplicar o antídoto.

“Quando eu fiquei sabendo que não tinha o soro na região, ai o desespero foi maior ainda”, lembra.

Sobre o percurso até a unidade de saúde, a médica conta detalhes. “Foi desesperador porque a dor era insuportável. O membro começou a inchar. Eu comecei a vomitar sem parar e comecei a ter hemorragia”.

“Então a culpa é do ser humano que é inconsequente e faz queimadas. Eu sou apaixonada pela natureza. Tenho uma conexão muito forte com a natureza. Eu amo cachoeira. Não vou deixar de frequentar”, afirmou.

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O caso

Após o acidente no dia 30 de agosto, os amigos socorreram a médica, mas no caminho para uma unidade de saúde, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) se deparou com eles e finalizou o resgate.

Dieyenne foi transferida para São Paulo na quinta-feira (3). Nos stories do Instagram, a irmã da médica contou que o diagnóstico positivo de Covid-19 não está comprometendo o tratamento.

A transferência de Dieyne para o hospital foi realizada com um taxi aéreo. Por conta dos custos, a família está promovendo uma vaquinha virtual para arrecadar R$ 300 mil. Segundo informações da irmã da médica, os leitos em Cuiabá onde haviam profissionais especialistas estão lotados.

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