Oposição à candidatura de Fávaro foi motivada por “traição” na campanha de 2018



O deputado Dilmar Dal’Bosco, que é líder do governador Mauro Mendes na Assembleia Legislativa e integra o grupo do DEM que se opôs a apoiar a candidatura de Carlos Fávaro (PSD) ao Senado, afirmou que a rejeição ao atual senador interino vem desde 2018 e foi motivada pela “deslealdade” do social democrata. O parlamentar não detalhou o ocorrido, mas disse que a suposta traição foi revelada pelo presidente estadual da sigla, Fábio Garcia.

“Queríamos que todos estivessem caminhando o mesmo caminho, mas infelizmente não dá. Nós entendemos que o Fávaro não foi fiel ao Jayme Campos na campanha passada, não teve a fidelidade que o Jayme teve com ele. O próprio Fábio Garcia nos alertou dessa infidelidade, de que ele não estava pedindo votos para o Jayme”, disse Dilmar.

Os rumores da insatisfação do grupo ligado ao Paiaguás quanto à aliança, firmada por Mauro Mendes na época, não são novidade. Na reta final da campanha, em 2018, o social democrata e Jayme se afastaram depois que surgiram comentários de que Fávaro teria deixado de pedir votos para o democrata ao ver que ele estava na sua frente nas pesquisas eleitorais.

Oficialmente, os dois negavam a crise dentro da coligação, mas o conflito ficou evidente no dia 13 de setembro daquele ano, quando Jayme pediu votos para Nilson Leitão (PSDB) durante um evento que comemorava seu aniversário.

Naquela eleição, Leitão era da chapa do ex-governador Pedro Taques, e tinha como aliada a senadora cassada Selma Arruda (PODE). Vale lembrar que durante a campanha ela também rompeu com o grupo. Foi depois do rompimento com a juíza aposentada que o tucano decidiu externar apoio a Jayme.

No mês passado, ao anunciar que apoiaria Leitão nesta eleição suplementar, Jayme Campos relembrou o histórico e justificou que a dobradinha entre os dois já vem de longa data. E disparou: “só posso ajudar quem me ajudou”.

Dilmar, no entanto, garantiu que as rusgas não afetaram a harmonia do grupo. “Essa eleição veio num momento ruim. Já era ruim em abril, naquela ocasião já estávamos divididos em apoio. Mas, nosso apoio está dividido, não significa que o partido esteja, mesmo porque o DEM é muito maior que isso”, pontuou.

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