Sem citar nomes, coronel critica adversários com mandato por "desrespeito à população"


 

Sem citar nomes, atendendo ao pedido do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) de não promover ataques a adversários, a candidata ao Senado Coronel Fernanda (Patriota) criticou os seus concorrentes que hoje estão em exercício de mandato e querem abandonar o posto para tentar assumir a vaga da senadora cassada Selma Arruda (Podemos). De acordo com a militar, os candidatos estão desrespeitando a população mato-grossense com a atitude.

 
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Dos onze candidatos oficializados na última semana, quatro deles estão cumprindo mandato. São eles: o deputado federal José Medeiros (Podemos), os deputados estaduais Elizeu Nascimento (DC) e Valdir Barranco (PT). O quarto nome é Carlos Fávaro (PSD), mas o caso dele é diferente: terceiro colocado na última eleição para senador, ele assumiu a vaga como interino após a cassação de Selma.
 
Para a coronel, os políticos com mandato não estão respeitando a decisão do povo e devem estar usando a política como um trampolim para alcançar outros cargos e como autopromoção para nunca deixarem o poder.
 

“Acho que em primeiro lugar temos que respeitar a decisão do povo. Se me coloquei a disposição e me elegi para uma função, tenho que cumprir a minha missão. Eu acho que é um desrespeito com o cidadão, até porque se a pessoa tem o interesse hoje de ser senador, ela teve a chance disso em 2018 e não se candidatou. Temos que parar de usar a política como trampolim, como um meio de autopromoção. A política é algo sério e nós não estamos apenas elegendo uma pessoa, mas a escolhendo para tomar decisões que vão impactar na vida de todo o Estado e do país”, explicou a coronel, garantindo ao cidadão mato-grossense que irá cumprir o mandato em sua totalidade, caso seja eleita.
 
“Um exemplo disso é o que ocorreu na previdência, no sistema tributário que também terá que ser alterado. São coisas que vão impactar na vida do cidadão. Vemos a nível estadual leis que vão exonerar ou incluir um imposto novo, quem irá entrar numa escola, como é que vai ser o atendimento do SUS. As pessoas que foram eleitas tinham que cumprir o projeto de campanha. Elas não podem se candidatar apenas para estar com o nome bem para 2022. Para mim as coisas precisam ter início, meio e fim”, afirmou.
 
A coronel foi escolhida como candidata pelo presidente da República Jair Bolsonaro no primeiro semestre deste ano, após a senadora cassada Selma Arruda perder o seu mandato pela prática de caixa 2 e abuso de poder econômico.
 
Novata na política em meio a outros dez concorrentes mais experientes, ela disse que está seguindo todas as orientações do presidente para construir sua campanha, que terá em um futuro próximo atividades como debates e o convencimento do voto da população.

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