Suplente em chapa apoiada por Bolsonaro, Galli revela dificuldade em alianças com partidos de direita


Lançado como 1° suplente na chapa da tenente-coronel Rúbia Fernanda (Patriota) para a disputa para o Senado, o ex-deputado federal Victório Galli (Patriota) revelou que conversou com diversos partidos de direita para tentar uma composição, o que não deu certo, segundo ele, por nenhuma das siglas aceitarem dar ‘um passo para trás’.

Grande articulador da única chapa que recebeu apoio do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), Galli explicou que tentou construir alianças com partidos conservadores, mas não conseguiu por nenhum deles abrir mão de ‘marcar ponto’ com uma candidatura própria.

“Infelizmente todos os partidos de direita que conversamos, eles querem marcar ponto com candidaturas. O que não deu certo com o Medeiros e com outros pré-candidatos foi esta questão de não quiser dar um passo para trás. Tentamos conversar e esta conversa não foi aqui em baixo e sim com a nacional. Não andou e vamos seguir nosso barco”, afirmou.

Além do Patriota, existem pelo menos outros cinco pré-candidatos ditos de direita e bolsonaristas lutando pela vaga que foi deixada pela senadora cassada Selma Arruda (Podemos), que foi eleita com forte discurso alinhado ao de Bolsonaro e que no decorrer do seu curto mandato se aproximou do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que em 2018 foi adversário do presidente.

Adiada por causa da pandemia do novo coronavírus, a eleição suplementar para definir quem ficará com a vaga deixada por Selma Arruda e que hoje está ocupada interinamente por Carlos Fávaro (PSD) irá acontecer em 15 de novembro, mesmo dia das eleições municipais.

O Patriota, além de entrar na disputa pelo Senado com a tenente-coronel, também pretende lançar nas próximas semanas o radialista Roberto França para a prefeitura de Cuiabá.

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