Calor acima dos 40ºC aumenta consumo e pode fazer conta de energia subir até 50%


 

Com a onda de calor que atinge grande parte do Brasil e principalmente Mato Grosso, a expectativa é que a conta de enérgica fique mais salgada. Com a temperaturas nas alturas o resultado é o aumento no consumo de energia e, consequentemente, no valor fatura. Isso porque, mesmo sem mudanças na rotina de uso, os equipamentos elétricos consomem mais energia. O acréscimo pode chegar a 50%.


Leia mais:
Com temperaturas acima de 40ºC há 11 dias, Cuiabá pode chegar a 46ºC nesta semana
 
Os cuiabanos estão há dias convivendo com calor acima de 40°C. No calor, geladeira e ar-condicionado, por exemplo, são mais exigidos para conseguirem rejeitar o calor e atingir a temperatura programada.
 
“Por isso, as contas de energia devem chegar mais ‘salgadas’. De uma forma geral, estima-se que o calor excessivo influencia num aumento de cerca de 20% no consumo de energia - isso com os mesmos aparelhos sendo utilizados na mesma quantidade de horas de dias normais ”, explica o engenheiro eletricista Teomar Estevão Magri.
 
Mas o engenheiro ainda chama a atenção para um agravante: o calor provoca hábitos diferentes, já que para escapar dos desconforto térmico as pessoas tomam mais banho, bebem mais água gelada, utilizam com mais frequência e por mais tempo ar condicionado e umidificadores. “Pelas horas a mais de uso, o consumo pode aumentar em torno de 50%, dependendo do perfil do consumidor e da quantidade de equipamentos que utiliza”.
 
Soma-se a isso a tributação de ICMS, que em Mato Grosso é aplicado por faixa de consumo. Ou seja, consumo maior resulta também em uma taxa maior de tributo.
 
E em 2020, mais um fator tem influenciado no aumento da conta: a pandemia, alerta Magri.  A crise do coronavírus trouxe uma nova realidade, com as pessoas passando mais tempo em casa. Nesse cenário, o uso de aparelhos eletrodomésticos tende a ser maior, uma vez que as crianças estão assistindo mais TV, usando videogames e computadores, além de muitas pessoas estarem trabalhando de forma remota. Logo, altera-se toda a logística de uso dos equipamentos e a conta de energia elétrica fica ainda mais cara.
 
Em razão da crise sanitária mundial, a bandeira tarifária segue verde até o final do ano, ou seja, sem acréscimos por condições de produção de energia elétrica. Entretanto, desde 1º de agosto de 2020 as concessionárias de energia retomaram o corte por falta de pagamento - que havia sido suspenso temporariamente.
 
O secretário adjunto de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, Edmundo Taques, lembra que ao receber a conta de energia elétrica o consumidor deve estar atento às informações contidas na fatura, como total de dias faturados e histórico dos 12 meses anteriores. Se perceber alguma inconsistência nas informações, o consumidor deve primeiramente procurar a concessionária.
 
Caso não a demanda não seja resolvida, o consumidor pode registrar a reclamação via Consumidor.gov.br ou procurar a unidade de Procon mais próxima.

OLHAR DIRETO
Postagem Anterior Próxima Postagem