Delegado é suspeito de ameaçar oficial da PM após descobrir plano de morte




O delegado Flávio Stringueta, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), é acusado de ameaçar o tenente da Polícia Militar, Cleber de Souza Ferreira, de 35 anos. O episódio foi registrado na tarde de segunda-feira (26), na Base Comunitária da PM na avenida Beira Rio, em Cuiabá. Procurado pelo Olhar Direto, Stringuetta limitou-se a dizer que a situação se trata de “desespero” do militar.


Segundo boletim de ocorrência, por volta das 16h, o delegado e mais quatro policiais civis compareceram na unidade da PM, armados e com coletes balísticos. Na ocasião, todos foram para sala do comandante, onde Stringueta afirmou saber de um plano do tenente Cleber para matar um delegado.


Flávio ainda teria dito para o militar “rezar para não acontecer nada, pois esse oficial já sabia”, descreve a ocorrência. O oficial então questionou: “Sabia o quê? ”. E o delegado teria respondido que ele “seria o principal suspeito”, acrescenta.


Os outros policiais civis teriam dito que o militar teria várias “broncas” e que elas iriam aumentar. “Então reze para que o delegado não morra”, teriam dito os investigadores. 


Depois da conversa, Stringueta teria entregado a cópia da denúncia de morte ao oficial. O militar negou qualquer plano e afirma que teria oferecido seu aparelho celular para ser periciado, mas o delegado teria recusado.


Diante da situação, o oficial da PM solicitou a instauração de um procedimento para apurar os fatos.


Prisões


Cleber de Souza Ferreira foi preso na Operação Coverage, do Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga um esquema de adulteração de dados de uma arma utilizada em sete crimes de homicídio (quatro tentados e três consumados) praticados pelo grupo de extermínio investigado na Operação Mercenários.


Em novembro de 2019, o Conselho de Justiça Militar, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, determinou a soltura do tenente. Cleber, inclusive, responde por dois homicídios que são investigados na operação.

No mesmo ano, ele também foi detido na Operação Assepsia, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que levou à prisão envolvidos com um esquema que garantia a entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE).


Conforme a apuração da GCCO, segundo o delegado Flavio Stringueta, os militares combinaram de entregar aos presos mais de 80 celulares e acessórios em troca de dinheiro. Eles foram flagrados por câmeras de segurança em uma reunião na PCE.

Postagem Anterior Próxima Postagem