Leitão é a favor de retirada de MT da Amazônia Legal e quer retomar PEC das demarcações indígenas no Senado



Candidato ao Senado pelo PSDB, Nilson Leitão afirmou que quer reviver polêmicas antigas no Congresso Nacional, como a retirada de Mato Grosso da Amazônia Legal e a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 215, que modifica a forma de criação de reservas indígenas, tirando esta atribuição da Fundação Nacional do Índio (Funai).


As declarações foram dadas em entrevista ao Olhar Direto durante recente evento suprapartidário para lançamento da campanha de Kalil Baracat (MDB) à prefeitura de Várzea Grande. Na coligação e apoiado pelo DEM, Leitão subiu ao palanque, onde os correligionários pediram votos para ele.


“A Amazônia Legal é um programa criado em 1953 e não é um programa ambiental e sim econômico. Este debate eu farei no Congresso Nacional sem dúvida nenhuma. Estou ouvindo todos os lados, mas é um tema a ser debatido”, afirmou o candidato. “Sou a favor de que Mato Grosso fique incluído no bioma Amazônia. Mas a Amazônia Legal é um programa econômico e deve ser retirado”.


A PEC 215, por sua vez, foi uma das defendidas por Leitão enquanto era deputado federal. Ela foi proposta em 2000 e, segundo o site da Câmara Federal, a última tramitação foi em 26 de junho de 2018, quando foi apresentado requerimento para que ela entrasse na ordem do dia.


“Ela está na Câmara. É ela que vai resolver todos os conflitos que estão ai. Os indígenas são favoráveis”, completou o ex-deputado. “O que aconteceu foi uma comunicação mal feita e interpretação de alguns ideológicos. A PEC 215 discuti demarcação de forma mais transparente e democrática. A única diferença é que a PEC 215 começa o debate a partir da sociedade daquela cidade. Não podemos colocar demarcação de forma obscura, sorrateira, escondida”, defendeu.


A questão foi polêmica há alguns anos. Na posse do ex-governador Pedro Taques (PSDB), por exemplo, o cacique Raoni Metukire chegou a entregar um termo de intenção e fazer um discurso contra a aprovação da PEC. Na ocasião, Leitão rebateu o cacique, afirmando que ele “não mora mais no Brasil, praticamente, mora hoje na Suécia, respeito a opinião dele, mas o Mato Grosso tem que discutir essas remarcações de mais de 2 ou 3 milhões de hectares, colocando embaixo de lona produtores pequenos, produtores sitiantes, chacareiros que estão morrendo de fome, vivendo de programa social. Não podemos mais viver isso. Esses enfrentamentos continuarei fazendo".


Neste ano, iniciou-se nas redes, novamente, uma campanha para que o cacique Raoni fosse indicado para receber o prêmio Nobel da Paz. Leitão, adversário – ao menos ideológico – do indígena, limitou-se a dizer que os brasileiros ‘deveriam apoiar. “É um mato-grossense, está sempre bem colocado. Sou amigo do Raoni, um brasileiro ser indicado é motivo de orgulho para todos nós. Temos que apoiar”.


Na sexta-feira (9) foi anunciado o ganhador do Nobel da Paz: o Programa Mundial de Alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU). A justificativa foi o trabalho de comabate à fome num momento em que o mundo vive uma ameaça sem precedentes em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).


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