“Ninguém vai me pedir para fazer meu trabalho”, diz Bustamente sobre acusações de Emanuel


 

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, negou as acusações do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de que o governador Mauro Mendes (DEM) estaria ‘usando a Polícia Civil’ para investiga-lo. Segundo Bustamante, ninguém precisa pedir para que ele faça seu trabalho, e qualquer denúncia feita é investigada. “Se tiver comprometimento de quem quer que seja vai responder à justiça, e o que não tiver vai ser arquivado. É bem simples”, afirmou.


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“O governador jamais me pediu, ninguém vai me pedir para fazer meu trabalho. Investigação, ato da área da segurança, qualquer denúncia que chegar será investigada, contra qualquer pessoa que seja, já demos prova disso, na minha gestão passada e nessa gestão. Eu sou uma pessoa suprapartidária, eu sou um secretário de Estado, o governador, quando me convidou para cá, sabia disso, em qualquer situação que houver denúncia de corrupção, as forças de segurança, a parceria com o Ministério Público, com o tribunal de contas, com a CGE, com quem quer que seja, vão ser investigados. Independente de nome, de partido, de posição política”, afirmou o chefe da segurança do Estado.
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No último dia 2 de dezembro de 2019, Emanuel apresentou aos presidente e vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputados Eduardo Botelho (DEM) e Janaina Riva (MDB), respectivamente, uma denúncia de um suposto uso da Delegacia Fazendária (Defaz) para prejudicá-lo politicamente. A acusação ficou sob análise da Procuradoria da Casa de Leis.

Nove meses depois, sem resposta da Assembleia, o prefeito decidiu enviar a queixa à direção nacional de seu partido e garantiu que medidas serão tomadas em Brasília (DF). A denúncia seria, especificamente, que o governador Mauro Mendes (DEM) estaria utilizando do aparelho estatal, por meio da Delegacia de Combate a Corrupção (Decor) e da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) para atingi-lo politicamente.

Bustamante nega qualquer interferência. “Se esse prefeito, outro prefeito ou qualquer pessoa alega que está sendo perseguido, nós temos o poder judiciário para evitar. Na maioria, em todas as situações de prisões que diz respeito a mandato de busca, a mandato de prisões, elas são avaliadas pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. A Polícia não faz nada sozinha”, afirmou.

“É matéria de defesa dele, ele pode alegar o que ele quiser, eu acho que a justiça está aí pra fazer essa avaliação. A Polícia Civil é um órgão técnico, que não se envolve em política, especialmente as áreas especializadas. A pessoa falar que tem um segmento que está sendo perseguido, um determinado partido, tudo bem, mas nós não vemos cor, bandeira, raça, nada. Nós fazemos nosso trabalho, simplesmente”, finalizou o secretário.

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