Sobreviventes da queda de helicóptero no Pantanal tiveram fraturas na tíbia, face e lombar; fotos



 Os sobreviventes do acidente aéreo no Pantanal mato-grossense, que envolveu a queda de um helicóptero da Força Nacional, na tarde desta quinta-feira (8), tiveram diversos ferimentos, mas não correm risco de morte. Isso é o que aponta o último boletim médico ao qual o Olhar Direto teve acesso. Dois deles já estão no Hospital Santa Rosa em Cuiabá e o outro, que teve ferimentos mais leves, será transferido nesta manhã.


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O piloto da aeronave, Renato de Oliveira de Souza, que é agente especial da Polícia Civil do Distrito Federal, teve fratura de face e na primeira lombar. Ele foi transferido para o Hospital Santa Rosa, onde segue sob cuidados médicos.
 
Já o copiloto, Luiz Fernando Berberick, que é inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, chegou ao hospital com choque hipovolêmico, fratura na tíbia, fíbula esquerda e no tornozelo direito. Ele passou por cirurgia ainda na noite de ontem e se recupera também no Hospital Santa Rosa.
 
Já o segundo sargento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Emerson Miranda, que também estava compondo a equipe, está sendo transportando nesta manhã de Porto Jofre para Cuiabá. Ele teve poucos ferimentos e nenhuma fratura, pelo que foi repassado até o momento.
 
Conforme o Olhar Direto apurou, um pantaneiro presenciou a queda e logo conseguiu buscar ajuda. O helicóptero da Força Nacional chegava ao local para ajudar no combate às chamas e fez o pouso forçado por volta das 15h, num ponto de difícil acesso que fica há pouco mais de 15km do Porto Jofre, local de grande visitação turística no Pantanal.
 
No local, conforme as fotos recebidas pelo Olhar Direto, é possível ver que a aeronave teve partes despedaçadas, a cauda quebrada e chegou a tombar. O motor ficou exposto no solo.
 
"Foi por Deus mesmo. Uma verdadeira ajuda Divina. O helicóptero despedaçou. Tá todo quebrado. Eu nunca vi isso aqui", disse o pantaneiro, conhecido como Nego e que trabalha na região há mais de 20 anos. Ele também ajudava a cuidar da área para evitar que o fogo atingisse a área da fazenda onde ele trabalha. Nego que chamou ajuda assim que percebeu a queda.
 
A queda será investigada pelo Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), que é ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

OLHAR DIRETO



















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