Coronel Assis diz que erros acontecem, mas policiais presos em operação da PF não são ‘milícia’



O coronel Assis, comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, afirmou que o policial é um ser humano, faz parte da sociedade e está sujeito ao cometimento de erros, mas quem comete estes erros é punido pela corporação. A fala fez referência à operação da Polícia Federal realizada no início do mês de outubro, que prendeu um PM e um policial civil. A operação era a respeito de tráfico de drogas. Para Assis, esta situação isolada não significa que haja uma milícia no estado de Mato Grosso.

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“Não entendo que seja uma milícia, mas entendo que pode existir pessoas que cometam crimes, que acontecem também em todos os estados, não é só exclusividade do Mato Grosso ou da instituição Polícia Militar, muito pelo contrário”, afirmou. “A Polícia é muito maior do que isso, os senhores sabem disso, a nossa Polícia é uma Polícia muito respeitada. Nós temos, para você ter uma ideia, cerca de quase quatro mil alunos nas nossas escolas militares. Nós atendemos mais de seis mil crianças e adolescentes em nossos projetos, e claro que uma ação errônea, uma ação equivocada, uma ação criminosa por parte de um integrante traz uma certa mácula, mas não fere toda uma instituição”.

Segundo o comandante, a corregedoria da Polícia Militar tem posicionamentos severos. “[É] uma corregedoria muito forte, uma coisa muito consolidada, no sentido de que os direitos constitucionais e as prerrogativas dos cargos são respeitadas, mas com certeza os nossos posicionamentos institucionais contra desvios de conduta também são bem severos”, completou.

Ele também declarou que este foi um caso isolado. “A Polícia Militar não passa a mão na cabeça de ninguém que comete crime. E somos muito justos, diga-se de passagem. E o nosso regramento militar, nosso regramento castrense é um pouco mais pesado do que o regramento de outros agentes públicos, isso é fato. Nós temos além do código penal, do código civil, nós temos o código do processo penal, temos nossos regulamentos disciplinares, e eles realmente são um pouco mais arraigados, porque é uma escolha, a partir do momento em que você é militar você está sujeito a toda a questão disciplinar e penal, militar, processual penal militar também”, disse.

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