Familiares de Isabele pedem justiça nas ruas de Cuiabá com distribuição de rosas e panfletos



 Familiares de Isabele Guimarães Ramos, morta por uma amiga, se reuniram para pedir justiça nas ruas de Cuiabá, nesta quinta-feira (12). O grupo distribuiu rosas e panfletos no bairro Jardim das Américas pedindo para que as pessoas ajudassem a movimentar a #JustiçaPorBele nas redes sociais. Nesta data, completa-se quatro meses que Isabele foi morta.


Gisele Soares Ramos, 53 anos, tia de Isabele, conta ao Olhar Direto que a ação foi a forma encontrada pela família para prestar homenagens a vítima que completaria 15 anos nesta quinta-feira. “É muito complicado e difícil para nós. Essa é a nossa maneira de buscar justiça e mostrar o quanto está sendo difícil para a gente viver sem a Isabele”, explica.
 

 
As ações se estendem até à noite com um culto em frente ao Alphaville I, com distribuição de rosas e panfletos para os carros que passam na rua. A mãe de Isabele, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, participará somente nesta última ação, visto que esta data está sendo muito mais complicada para ela do que para os demais.

“Para ela, esse dia está sendo mais difícil ainda. Ela montou um quarto [para a filha]. Isabele escolheu todas as coisas. Não sei se vocês viram a foto do quarto dela. Apareceu para todo lado. O irmão Pedro postou no Twitter. É um quarto que Isabele escolheu cada uma das coisinhas, entendeu? (...) Essa mãe vai passar quanto tempo olhando para esse quarto vazio? É complicado e difícil”, conta.

Os pais da adolescente de 14 anos acusada de matar Isabele no condomínio Alphaville, foram denunciados de homicídio culposo – quando não há intenção de matar – pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 6ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca de Cuiabá, denunciou na última sexta-feira (6).

Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari também foram denunciados por entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores. O primeiro também foi denunciado por posse ilegal de arma de fogo. O crime aconteceu em julho deste ano.

O promotor de Justiça Milton Pereira Merquiades requereu ainda, como medidas cautelares diversas da prisão, que seja determinado aos denunciados “que entreguem todas as armas de fogo e apetrechos de recarregamento de munição eventualmente existentes em seus poderes”, para que fiquem vinculados ao processo criminal; a suspensão imediata da autorização para a prática de tiros, caça e coleção de armas dos denunciados, com a consequente comunicação ao Comando do Exército Brasileiro; e a cassação definitiva dos respectivos registros de atiradores e colecionadores, caso a ação penal venha a ser julgada procedente.

OLHAR DIRETO
Postagem Anterior Próxima Postagem