“Não sei a quem eu estou incomodando para chegar a este ponto”, diz candidata alvo de quadrilha




Os cinco membros de uma quadrilha, entre eles três policiais militares, que foi presa pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) na madrugada desta quinta-feira (12) em Cuiabá tinham como alvo o comitê da candidata a vereadora Edleusa Mesquita, ex-presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol-MT). A PM divulgou que os bandidos planejavam um roubo, mas Edleusa afirmou que não sabe a real intenção dos suspeitos e, pela quantidade de armamento apreendido, acredita em outras possibilidades. 


Os três policiais militares e outros dois homens suspeitos de planejar o crime foram presos no Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. Com eles, além de um verdadeiro arsenal de armas, foram encontradas camisetas da Polícia Civil e capas de coletes da Polícia Militar.

Ao Olhar Direto a candidata a vereadora, Edleusa Mesquita, que era o alvo da quadrilha, disse não entender qual era o real motivo dos criminosos e defendeu que este tipo de política “suja” tem que acabar.

“O meu trabalho continua e eu espero que realmente isso acabe, temos que trabalhar para isso, acabar com essa sujeira da política. O objetivo dos candidatos tem que ser trabalhar para a sociedade, estas são as propostas que eu estou fazendo, e não para aumentar o índice de criminalidade na capital”.

Com os suspeitos foram encontradas cinco armas de fogo e muita munição, além de coletes à prova de balas e outros equipamentos. Apesar da PM ter registrado que o objetivo seria roubo, a candidata acredita em outras hipóteses.

“Pela quantidade de armamento que foi apreendida eu acredito em todas as possibilidades, tentativa de roubo ou algo mais grave também. Eu sou policial civil, trabalho com policiais civis... podia ter acontecido algo pior, eu agradeço muito à Rotam, aos policiais que descobriram este fato e é assim que a segurança pública tem que atuar mais ainda na sociedade”.

Edleusa afirmou que irá registrar um boletim de ocorrências junto à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, mas que também irá fazer investigação à parte. Ela afirmou que não sabe quem poderia ter ordenado o crime.

“Estive no enfrentamento sindical agora indo para o enfrentamento político, não sei a quem eu estou incomodando para chegar a este ponto. E por dinheiro eu tenho certeza que não era, porque eu estou trabalhando na campanha com a categoria, com o seguimento da minha área, policiais aposentados que estão trabalhando comigo, então não sei qual era o objetivo da pessoa que mandou fazer isso”.

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