Júlio Campos critica demora do DEM em escolher candidato para Cuiabá: "Fabio Garcia nos levou na conversa"




"Fabio Garcia nos levou na conversa e deu no que deu. Hoje o DEM só governa cidade pequena". Essa avaliação é do ex-governador e um dos fundadores do Democratas em Mato Grosso, Júlio Campos. 

Segundo ele, o Democratas em Cuiabá demorou demais para decidir sobre eleição e candidatura a prefeito, e isso impactou diretamente na derrota das urnas. O partido indicou apenas o vice para a chapa de Roberto França (Patriotas) e teve 9% dos votos, elegendo ainda apenas uma vereadora na capital. 

Segundo Júlio, isso demonstra a pequenez em deixar para a última hora uma escolha para eleição. "Fábio Garcia nos levou na conversa fiada até a última hora dizendo que iria e não foi, terminou tendo que apoiar Roberto França do Patriotas, e fracassou. Teve 9% dos votos. Elegemos um só vereador. Resultado ta aí. Política não se faz a curto prazo, pela experiência que tenho, se faz a médio prazo. Temos que começar a preparar agora, se não daqui a dois anos não teremos companheiros para ir pra guerra conosco. Os outros partidos já se movimentam", comentou Júlio. 

Quanto ao tamanho do partido, o ex-candidato a suplente de senador na chapa que foi encabeçada por Nilson Leitão (PSDB) disse que o DEM diminuiu. Antes, segundo Júlio, a sigla tinha mais prefeitos em cidades de grande potencial. 

"A própria executiva do partido falhou. Não adianta tapar o sol com a peneira. Não adianta sair por aí dizendo que o DEM fez 25 prefeitos. Nós tínhamos 32, a meta era eleger 45 e elegemos 25. E só em municípios pequenos. Para você ter ideia, o município mais importante que o DEM comandará a partir de janeiro é Juara, que tem 23 mil eleitores. De 2,3 milhões de eleitores, apenas 230 mil são governados pelo DEM", lamentou Júlio.

"Nós não saímos vitoriosos. Apenas 10% [dos eleitores] são nossos. E as Prefeituras nós perdemos várias importantes para o MDB e outros partidos. Perdemos nas principais cidades. [O Democratas] não foi bem na eleição. Não vamos esquecer disso", comentou Júlio Campos, que ainda espera um pouco mais da presença física do governador na política partidária.

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