Plano nacional prevê só 5,9% dos mato-grossenses imunizados em 2021, afirma secretária




Com a previsão de vacinação de apenas 5,9% dos mato-grossense por parte do Ministério da Saúde em 2021, o Governo de Mato Grosso já começou a montar um plano estadual de imunização contra a Covid-19, para que uma parcela maior da população se proteja no próximo ano. A informação foi dada pela secretária adjunta executiva de Saúde, Danielle Carmona, que comanda a Pasta interinamente, no lugar de Gilberto Figueiredo.


O sinal de que o Estado tem se adiantado para não depender apenas do plano de imunização do Governo Federal foi a visita do governador Mauro Mendes (DEM) ao Instituto Butantan, em São Paulo, responsável pela condução das pesquisas da Coronavac. O gestor pretende, a princípio, trazer 500 mil doses da vacina, assim que ela for aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ser autorizada para venda.

“Temos um plano em fase de construção, assim como todos os estados. Sabemos que o número de vacinas que serão disponibilizadas pelo Governo federal será apenas para uma parcela da população. 5,9% do nosso estado seriam contemplados nesse primeiro ano com a vacina do Ministério da Saúde. Ainda estamos na fase de construção, vai depender do número de vacinas que serão registradas na Anvisa e que poderão ser disponibilizadas”, explicou Danielle ao Olhar Direto.

Conforme o plano do Ministério, os grupos prioritários da vacina são: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeado em terras demarcadas; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas, na primeira fase; pessoas de 60 a 74 anos, na segunda; e pessoas com comorbidades, na terceira.

A secretária avalia que apesar dos impasses envolvendo o plano nacional de imunização contra a Covid, o Ministério da Saúde ainda apresenta a melhor diretriz para esse processo de distribuição da vacina, após autorização da Anvisa.

“O Ministério tem a expertise com a PNI [Plano Nacional de Imunização], todas as vacinas que recebemos foram conduzidas por esse plano e estamos vivendo essa politização. A melhor diretriz ainda é do Ministério, que está se organizando. Enquanto isso, o nosso estado está em busca de alternativas.

Insumos

Além do imunizante, outra preocupação da SES é quanto a aquisição de seringas e agulhas que, segundo a secretária, é de responsabilidade do Estado. Ela afirma que a Pasta já iniciou o processo para a aquisição de tais insumos. “O Ministério fornece o imunizante, o estado organiza a logística no seu território e fornece aos municípios as seringas e agulhas”.

Os demais insumos, como algodão e álcool para o momento da aplicação da vacina é de responsabilidade dos municípios, que também devem se preparar para fazer a refrigeração do imunizante, após receberem as doses do Estado.

“O Ministério, recentemente, disponibilizou recursos para reestruturação das redes de frio para estados e municípios. Os municípios já têm suas estruturas prontas, agora precisa ter capacidade maior. É algo que já faz parte da rotina de todos os municípios”, pontuou.

Apesar de tais responsabilidades elencadas pela secretária, o governo federal abriu no último dia 16 de dezembro uma licitação para compra de pouco mais de 330 milhões de seringas e agulhas que devem ser usadas na vacinação.

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