​Secretário de Saúde segue em semi-intensiva; reinfecção por Covid-19 ainda não foi confirmada




O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo segue internado em unidade semi-intensiva na cidade de São Paulo. Recebendo tratamento conforme sintomas apresentados e passando pelo monitoramento da Doença de Crohn, ele ainda não teve o diagnóstico de reinfecção pela Covid-19 confirmado.

Segundo a assessoria de imprensa do Governo do Estado, ainda acontece a investigação sobre a reinfecção. O gestor encontra-se consciente e recebendo assistência clínica e respiratória por meio de oxigênio terapia com ventilação não invasiva.

No início do mês de dezembro, o médico Dr. Carlos Carretone, que acompanha o caso, explicou ao Olhar Direto que ainda não era possível confirmar que este possa ser um caso de reinfecção. “Existe a possibilidade de que seja um residual que ficou no pulmão desde quando ele contraiu o novo coronavírus em junho deste ano", afirmou.

Cronologia

No fim de junho, o secretário testou positivo para a Covid-19. Segundo o Dr. Carlos Carretone, rapidamente foi iniciado o tratamento precoce, tendo Gilberto reagido satisfatoriamente bem. Porém, no último sábado (28), teve um quadro de dor no corpo e apresentou uma inflamação no ouvido esquerdo (otite).

“Eu examinei e vi que estava começando uma pneumonia. Poderia inclusive ser a bactéria da otite indo para o pulmão, sendo assim, decidimos iniciar os antibióticos e observamos que a pneumonia tinha aumentado. A tomografia mostrou que 25% do pulmão havia sido comprometido e que o caso era compatível com processo viral. Inclusive, pensamos até na Covid-19, mas tem esta situação da otite”, explicou o médico.

Foi então que a equipe médica, em comum acordo com o secretário e a família, decidiu internar Gilberto na UTI do Femina, para monitorar sua situação. “Porém, como houve este novo teste, resolvemos encaminhar para São Paulo, onde existe um centro para identificar os microorganismos e desvendarmos o que estava ocorrendo”.

“Se for comprovada a reinfecção por Covi, será um dos raros casos do mundo, que ainda não vimos por aqui. Temos que pensar nisto, mas até hoje não vimos aqui. Não existe segunda onda pelo que vimos até agora e sim quem não pegou e está pegando. Em pacientes vulneráveis, como é o caso do Gilberto, precisamos ser rápidos para fazer este diagnóstico, se não a pneumonia progride”, completou.

O secretário está recebendo oxigenioterapia, mas não está entubado. “Estou acompanhando o caso mesmo daqui e tenho notícias em tempo real dele. Fizemos tudo pensando no melhor para a saúde dele”.

No mês de junho o secretário testou positivo para a Covid-19, mas não apresentou sintomas específicos da doença.

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