Sindicato diz que advogada de jornalista “menospreza a inteligência dos agentes de justiça”




Após a defesa do jornalista Leonardo Heitor, patrocinada pela advogada Wellen Candido Lopes, pedir à Corregedoria da Polícia Civil a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra a delegada Nubya Beatriz Gomes dos Reis, responsável por investigar as denúncias na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Cuiabá, o Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo / MT) emitiu uma nota de repúdio, dizendo que a defesa “menospreza a inteligência dos agentes de justiça, quando diz que a delegada persuadiu o poder judiciário para decidir”.


Segundo a defesa, durante os processos, a delegada recebeu prints de mensagens de Whatsapp, gravações em áudio e ouviu testemunhas, como suporte probatório para as investigações. Porém, em duas delas, alega que havia indícios que as vitimas poderiam estar faltando com a verdade.

Para o Sindepo, a nota pública da advogada “não tem cunho de defesa, mas trata-se de aviltar a competência e reputação da profissional perante a mídia e a sociedade mato-grossense”. Eles ainda afirmaram que, enquanto dez mulheres denunciaram atos praticados pelo jornalista, a Dra. Nubya Beatriz conduziu apenas cinco inquéritos, pois os outros cincos procedimentos policiais foram encaminhados para outra autoridade policial realizar as diligências investigatórias.

“Esclarecemos ainda que após a Dra. Nubya Beatriz ter concluído os inquéritos, os procedimentos investigatórios foram encaminhados para o Ministério Público e convalidados pelo Poder Judiciário. A defesa menospreza a inteligência dos agentes de justiça, quando diz que a delegada persuadiu o poder judiciário para decidir”, diz a nota.

O sindicato afirma, ainda, que a delegada é “uma profissional de conduta ilibada, extremamente competente, cujo trabalho é pautado na imparcialidade, transparência e competência” e que “os Delegados de Polícia Civil do Estado de Mato Grosso manifestam total apoio a delegada que dentro do exercício de sua função conduziu as investigações valorizando o ser humano e preservando o interesse da vítima, nunca com omissão ou condescendência, mas com rigidez e honestidade”.

“Peca a defesa quando decide utilizar os meios de comunicação como forma de atacar o profissional que apurou conduta criminosa, ao invés de utilizar os meios de defesa para demonstrar que o seu cliente é inocente como propaga ser. Investigação policial não condena ninguém, quem condena são os atos”, finalizam. Quem assina a nota é Maria Alice Barros Martins Amorim, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso.

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