Após quase um ano de escolas fechadas, Emanuel abre diálogo com setor e revela pressão de todos os lados




As escolas municipais, públicas e privadas, estão fechadas desde o último dia 20 de março de 2020. Nesta sexta-feira (8), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) abriu um diálogo com o setor para discutir uma possível reabertura. Segundo o chefe do executivo, a situação é complicada: “imagine a minha situação. De um lado a sociedade cobra de um jeito, de outro lado a sociedade cobra de outro”, afirmou.


Participam da reunião empresários do setor, a secretária municipal de educação Edilene Machado e a secretária municipal de saúde, Ozenira Félix. “É uma situação muito dramática, e para quem está com essa responsabilidade, quem tem sua vida dedicada à educação privada está passando por um momento difícil. Agora, imagine a minha situação. De um lado a sociedade cobra de um jeito, de outro lado a sociedade cobra de outro, e eu tenho que tomar medidas com um lastro de segurança para que a gente não possa, na pressão econômica necessária para geração de emprego, renda, que não dê prejuízos ao setor, a gente acabe contribuindo para o aumento, que nenhum de nós queremos, no contágio do vírus”, completou o prefeito.


Apesar de ainda não ter tomado nenhuma decisão, o prefeito e a secretária de educação sinalizaram uma possível reabertura. “Dia 20 de março completam um ano da pandemia e do decreto da situação de emergência, e um ano de penúria para vocês da rede privada de ensino, porque a rede pública teve seus prejuízos, mas salário [ficou] em dia, não houve a quebra, desemprego, prejuízo ao setor. Estou muito angustiado com essa situação”, lamentou Emanuel.

“Vamos ouvir a secretaria de educação, de saúde, o Comitê De Enfrentamento A Covid-19, que tem sua missão, mas sabe que fechar tudo, parar a cidade, parar tudo não é a melhor medida para enfrentar a Covid-19. Não existe lockdown. Não existe possibilidade de travar tudo na minha cabeça, até porque não vou ficar baixando decreto para disciplinar comportamento de adultos, pessoas que sabem muito bem o que fazer e já entendem os riscos da Covid”.

A secretária de Educação, Edilene, apresentou a experiência de uma prova presencial realizada em Cuiabá em dezembro, e também defendeu a reabertura, com sistema híbrido. Segundo ela, cada escola deve ter sua realidade, com algumas em que os alunos só irão presencialmente uma vez na semana.

“[Tivemos] participação de quase 20 mil alunos, avaliação presencial, e as crianças é muito fácil ter regras. As regras com as crianças são simples. Nós já adquirimos todos os materiais de biossegurança. Colocamos doze alunos no máximo em cada sala, com distanciamento seguro”, garantiu. “Acredito que a educação é uma atividade essencial. Então é pensando sobre isso, refletindo, e a gente precisa tomar algumas decisões também na rede municipal”, completou Edilene.


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