Barbudo detona Rodrigo Maia, mas planeja ir para o DEM para ‘sobreviver politicamente’




O deputado federal Nelson Barbudo (PSL), que já iniciou as tratativas para retornar ao Democratas, partido do qual fez parte por anos, participou na manhã desta sexta-feira (8) de uma reunião com o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. No encontro, ele falou que sua intenção de mudança de sigla se deve à necessidade de sobrevivência política para consegui se eleger em 2022, ao mesmo tempo em que 'detonou' o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

“Sobre cargos eu não faço exigência nenhuma, não tenho nenhum cargo no Mato Grosso, nem no governo, nunca pedi, minha missão é política, e não empregatícia, portanto minha ida para o DEM é simplesmente para poder ter minha sobrevivência política, porque o presidente Bolsonaro está sem partido e nós precisamos ir nos acomodando para um possível pleito em 2022”, afirmou o deputado. Segundo ele, no entanto, algumas coisas ainda precisam ser “ajustadas” antes da mudança.

Apesar da intenção de ir para o partido de Maia, Barbudo fez questão de criticar a atuação do colega parlamentar à frente da Câmara de Deputados, e fez elogios a Lira, que concorre ao cargo com Baleia Rossi (MDB), apoiado por Maia. “A transparência dele e a lisura com que vocês ouviram ele expor a maneira com que ele vai administrar a Câmara é que nos motiva a votar nele, porque o passado agora os dois anos que se passaram nós não conseguimos trabalhar, praticamente, com as nossas agendas em função de uma maneira em que o presidente agia ideologicamente falando com os grupos e não deixava a gente ter acesso às comissões, às relatorias, enfim”, afirmou.

“Segundo nosso candidato agora, os deputados terão liberdade. Lógico, tudo democraticamente falando e também analisando a proporcionalidade de cada partido. Nós precisamos que ele vença as eleições porque nós acreditamos que ele tem um plano diferente de atuação naquela casa, não é possível um presidente tomar assento na Câmara dos Deputados e fazer com que 512, 511 fiquem à mercê da sua postura, da sua vaidade, enfim, nós esperamos que o Arthur realmente faça o Brasil andar e que nós possamos trabalhar com liberdade democraticamente”, completou Barbudo.


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