Janaina se arrepende de neutralidade no segundo turno e promete lutar para Emanuel sair do MDB




A deputada estadual Janaina Riva (MDB) fez um desabafo em suas redes sociais na noite da última quarta-feira (13). Após uma troca de farpas com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), ela afirmou que se arrepende de ter permanecido neutra no segundo turno das eleições municipais de 2020 e garante a seus correligionários que irá lutar para que a permanência do prefeito no MDB “se finde o quanto antes”.

Janaina afirmou que tem orgulho de ter “fracassado” nas últimas eleições. No primeiro turno, ela apoiou o candidato Roberto França (PATRI), que ficou em quarto lugar em número devotos. “Emanuel continua achando que ele é líder. Ele acha que a população já superou um vídeo e insiste em tentar denegrir aqueles que não o apoiam. Pode me chamar de derrotada, perdedora ou do que ele quiser. Onde ele quiser. Mas a culpa de ter eleito o prefeito mais famoso do Brasil por ter sido filmado escondendo dinheiro dentro do Palácio Paiaguás no seu paletó, eu não carrego”, disparou a parlamentar.

Seguindo com os “stories”, Janaina afirmou que sofre ataques do prefeito desde que assumiu postura de independência no partido, apesar de ter sido ela quem convidou Pinheiro a se filiar ao MDB. A parlamentar citou que viu muitos adversários sendo ‘atacados’, como Felipe Wellaton, Abílio Brunini, Diego Guimarães e a vereadora Michelly Alencar, e que, pessoalmente, ela recebeu um livramento divino ao se afastar do “grupo de Emanuel” do MDB.

Apesar de todas as discussões, Janaina garantiu que não vai deixar o MDB e lutará para que Emanuel saia. “Não posso sair, porque não estou dentro do partido, o partido que está dentro de mim. Diferente de Emanuel, que tem tradição com a traição, sou uma apaixonada pelo Movimento Democrático Brasileiro. Aqui seguirei até o fim. Acreditando em um país que não pode mais tapar os olhos para a corrupção”, afirmou.

“Dentro da Executiva de meu partido, onde tenho colegas deputados estaduais e federais, amigos correligionários, e tenho a certeza de que se tiverem de escolher entre um de nós dois, não serei eu a “pegar meu banquinho e sair de mansinho”. Aqui construí minha vida e minha identidade. Não nego os meus e jamais negarei. Aos nossos prefeitos e vereadores, que temem que Emanuel permaneça no partido, manchando nossa imagem e ameaçando nosso processo eleitoral de 2022. Vamos lutar para que isso se finde o quanto antes. Lamento tudo isso, mas não tinha o direto como vice-presidente desse grande partido, de permanecer calada”, completou.

Em uma autocrítica, a deputada afirmou que não deveria ter ficado neutra no segundo turno das eleições municiais. “Meu silêncio nesse processo, aquilo que considerei como sendo o correto nas eleições de 2020, que era me posicionar sem ofender, já trouxe muito prejuízo a Cuiabá. Por apenas seis mil votos continuaremos a ter uma prefeitura liderada por um corrupto e manipulador de pessoas e mentes. Talvez se eu tivesse tido a postura que estou tendo hoje isso não tivesse acontecido. Fui covarde e peço desculpas, porque amo essa cidade e sinto pelo vexame que acabamos por viver. Daqui para a frente tudo vai ser diferente”, finalizou.

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