Militar acusado de participar de homicídio de enfermeira é excluído das fileiras da PM

A enfermeira Zuilda Correia Rodrigues



O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Jonildo José de Assis, demitiu das fileiras da PM o soldado Marcos Vinicius Pereira Ricardi. O soldado é um dos autores do homicídio da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues em setembro de 2019, em Sinop. O chefe da PM considerou os elementos probatórios existentes. 


O ato foi publicado no Diário oficial do Estado desta quinta-feira (7). O comandante-geral da PM considerou a solução do Conselho de Disciplina, que analisou o caso de Marcos Vinicius. Segundo o coronel, a conclusão foi com base nos elementos probatórios existentes.

“Por ter cometido os fatos descrito na peça acusatória, bem como, infringiu valores éticos, morais, deveres e obrigações previstos no Artigo 13 itens 1 e 2, bem como os itens 07, 12 e 20 do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (RDPMMT)”, diz trecho da portaria.

Marcos Vinicius foi demitido das fileiras da PMMT e o comandante-geral determinou que o comandante imediato do, agora, ex-militar realize o recolhimento da identificação funcional, do fardamento e dos apetrechos. Também determinou a exclusão de Marcos Vinicius da folha de pagamento.

O caso

Conforme o boletim de ocorrência, o marido de Zuilda procurou a delegacia para registrar o desaparecimento da enfermeira. No veículo dela foram encontrados sinais de manchas com sangue e fios de cabelo. Ele afirmou que passou no hospital onde ela trabalha para buscá-la após o término do plantão. Como ele estava trabalhando com venda de espetinhos, deixou a mulher em casa e voltou ao trabalho. Como ela não apareceu, ele resolveu retornar por volta das 20 horas.

Na casa, o homem constatou que a mulher e uma Toyota SW4 preta não estavam no local. Como disse ter achado que ela estava na igreja, resolveu voltar para o trabalho. Já por volta das 21 horas, encontrou a caminhonete estacionada em frente à residência e trancada.

No entanto, o soldado da Polícia Militar Marcos Vinicius Pereira Ricardi afirmou depois, durante depoimento à Polícia Civil, que segurou Zuilda para que o marido dela a espancasse. As agressões resultaram na morte da vítima. De acordo com ele, Ronaldo Rosa queria apenas dar um susto na esposa, mas a situação acabou saindo do controle.


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